Sculpture – “To Another Place” (2018)
Hammer of Damnation
#AtmosphericBlackMetal
Para fãs de: Woods of Desolation
Nota: 8,5
Toda vez que escuto alguém falando que um disco não tem nada de novo ou é “mais do mesmo”, devido à um determinado estilo estar repetitivo/datado/
Temos um álbum instrumental com base sonora no Black Metal, tanto nas timbragens, quanto na atmosfera. Ele também incorpora muitas melodias, partes progressivas, acústicas e solos bem feitos. Indo mais além, o som é cristalino e bem gravado.
Tirando a introdução, “Turn The Pages Of Time”, que abre o disco com um leve teclado, no estilo Pink Floyd em termos de calmaria, TODAS as músicas mantêm a velocidade e atmosfera do Black Metal. O que o difere é uma “gingada” de bateria e um belo desfecho acústico em “Through Infinite Horizons”, uma sutil melodia e um bonito solo em “Voices To Unconscious Revelations”, um bem tocado e calmo início de baixo em “Fragments of Deep Reflections” e excelentes passagens acústicas em “In the Echoes of the Centuries”. O disco ainda fecha com “A Journey To The Empty And Perennial Silence”, adicionando um pouco de Metal clássico.
Respondendo aos questionamentos com base no que ouvimos no disco “To Another Place”. Obviamente não temos nenhuma grande inovação diante de um estilo que existe há décadas, mas é possível sair da mesmice, inovando no sentido de incorporar tantos elementos que seriam inaceitáveis pelos fãs mais radicais de um estilo que é tão fechado e controverso como este. Existem várias bandas que tentam essa fusão musical, apesar de algumas não conseguirem, então, basta procurar um pouco mais, que encontrará bandas no nível do Sculpture.
Se você é aquele fã, que não admite essas adições ao seu estilo favorito, então provavelmente não concordará com o que eu falei até aqui. Respeito isso e claro que não sou dono da verdade. É apenas uma opinião pessoal, baseada em vários materiais que já escutei desse tipo. Para mim, fazer um Black Metal atmosférico, bem gravado, mas com melodias, títulos de músicas similares as de bandas progressivas dos anos 70 e sem ser repetitivo ou enjoativo pode parecer contraditório, mas é essa ousadia que me agrada e me faz achar a banda diferenciada.
Victor Augusto
