Signs of The Swarm – “To Rid Myself of Truth” (2025)
Century Media Records
#Deathcore
Para fãs de: Lorna Shore, Shadow of Intent, Whitechapel
Texto por Lucas David
Nota: 10
O Deathcore moderno vem passando por uma fase de ouro, entregando álbuns cada vez mais consistentes, inovadores e brutais. Dentro desse cenário, algumas bandas se destacam por unir técnica, peso e atitude em níveis absurdos – e o Signs of The Swarm é um dos nomes que lidera essa frente. Com cinco discos já consagrados e uma trajetória ascendente, o grupo chega ao seu sexto lançamento, “To Rid Myself of Truth”, talvez o mais feroz e impactante de sua carreira.
A faixa-título abre o álbum em meio a um estrondo: a guitarra de Carl Schulz ergue uma muralha de riffs enquanto David Simonich despeja rosnados e guturais monstruosos. O andamento mais lento e arrastado da música cria tensão, até ganhar velocidade em seu clímax sem nunca perder o peso sufocante.
Logo em seguida, “HELLMUSTFEARME” explode com a bateria insana de Bobby Crow e alguns dos vocais mais abissais de Simonich, reforçados pelo baixo pulsante de Michael Cassese. O resultado é uma faixa demolidora, violenta em cada detalhe.
A veia mais técnica aparece em “Natural Selection”, que explora riffs intricados e passagens melódicas bem construídas. Já “Clouded Retinas” é pura devastação: bateria implacável, baixo esmagador e a participação especial de Will Ramos (Lorna Shore), que ajuda a criar um dos breakdowns mais brutais do ano.
“Iron Sacrament” eleva ainda mais o nível com a presença de Phil Bozeman (Whitechapel). A faixa mergulha em uma narrativa sangrenta pela perspectiva de um agressor, com riffs densos e um breakdown final no qual Bozeman entrega uma performance tão intensa que chega a ofuscar Simonich.
Encerrando o ciclo de colaborações, “Fear & Judgement” traz Jack Murray (156/Silence) e Johnny Crowder (Prison), resultando em uma composição ácida, intensa e repleta de nuances que ampliam ainda mais o horizonte sonoro do álbum.
É raro encontrar um disco de Deathcore que seja, ao mesmo tempo, perverso e belo. “To Rid Myself of Truth” consegue esse equilíbrio: combina a brutalidade grotesca de seus trabalhos anteriores com melodias e atmosferas modernas, expandindo os limites do gênero. O resultado é uma experiência que oscila entre a violência infernal e a grandiosidade quase celestial, mostrando uma banda que encontrou sua fórmula e não teme levá-la ao extremo.
“To Rid Myself of Truth” é uma obra apaixonada, sufocante e definitiva – um retrato do Deathcore em sua forma mais intensa e artística.