Skin Culture – “Lazarus Eclipse” (2019)
Independente
#TechnicalGrooveThrashMetal, #DjentMetal, #IndustrialMetal
Para fãs de: Meshuggah, Soulfly, Fear Factory, Killswitch Engage
Nota: 9,0
Não comece a ler essa resenha se você gosta de metal melódico ou aqueles “mela cueca” que chegam a causar diabetes. Aqui o negócio é de cabra macho mesmo! (risos)
“Lazarus Eclipse”, quinto álbum dos paulistas, é uma porrada sonora extremamente moderna e insana com influências claras de Meshuggah, Soulfly e Fear Factory. As guitarras extremamente pesadas de Fred Barros, numa espécie de Dino Cazares (Fear Factory) só que mais Djent, os vocais agonizantes de Shucky Miranda, as levadas de bateria do monstro Rafael Ferreira (o nosso Raymond Herrera, ex-Fear Factory) explodindo groove em levadas insanas e o baixão cavernoso de Gabriel Morata dão o tom “ogro” (do bem) para as 11 faixas aqui presentes.
A produção impecável de Michel Oliveira deixou o que já era algo cavalar ainda mais monstruoso. Monstruoso é a palavra correta para esse disco, pois é de uma “grosseria” soberba. Um espetáculo de peso, modernidade e adrenalina!
O mais bacana além de toda a devastação que o disco proporciona ao ouvinte é a inserção de backing vocals e vocais de apoio mais abertos me lembrando um pouco o estilo Ill Niño e Killswistch Engage.
A brutal “Fall Knees” é algo alienígena! Parece que foi composta para o magnânimo/clássico álbum “Destroy Erase Improve”, do Meshuggah. Sua junção de peso (que riffs!!), violência com refrões mais limpos é pra mim o grande destaque do disco.
Meus outros destaques vão para as guitarras e os vocais dessa belezinha! Os duetos mesclando vozes limpas com outras agressivas são um ponto alto sem dúvida nenhuma! “Wrong Way”, com as participações especiais de Daniel Couto (Ill Niño) e Michel Oliveira (produtor e um exímio guitarrista com trocentos projetos ímpares) é um espetáculo e um excelente exemplo disso!
A super técnica “Breathing Sulfur” e a cadenciada com toques progressivos “Just Through Pain”, são ótimos exemplos de que peso descomunal pode sim andar junto de melodia.
Comparando com os álbuns anteriores é nítido que a banda está em completa ascensão, subindo de 5 em 5 degraus de uma vez! Um absurdo de qualidade e técnica.
Agora um comentário bem pessoal meu. Me arrependo amargamente de não ter escutado o disco com tanto afinco antes da eleição dos melhores do ano de 2019. A culpa é minha por ser um velho que odeia streaming, mas ainda bem que a banda me enviou as músicas (aguardo o cd físico, hein?) Ah, se pudesse voltar no tempo!
Disco vibrante e altamente recomendado para quem quer tocar um verdadeiro foda-se para tudo de ruim que anda acontecendo no mundo!
Johnny Z.

