SLIPKNOT: Discografia comentada

SLIPKNOT Discografia
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Discografia Comentada do Slipknot

Texto por Caio Siqueira Iocohama

Com a primeira edição do Knotfest no Brasil (festival da banda Slipknot) chegando, nada melhor que comemorar passando a carreira inteira da banda de Des Moines, Iowa/USA, a limpo!

Vários projetos no início dos anos 90 acabaram virando Slipknot, como Modifidious, que tinha Joey Jordison e Craig Jones, Painface, do primeiro vocalista Anders Colsefni, Vexx que incluía Anders, Paul Gray e Josh Brainard então, cada um tinha composições que futuramente se tornariam clássicos do Slipknot.

“Mate. Feed. Kill. Repeat.” (1996)

Destaques: “Slipknot”, “Gently”, “Confessions”

O chamado “MFKR” nunca foi considerado pelo Slipknot o primeiro álbum oficial, mas sim, uma “Demo”, já que dele vieram riffs que seriam reutilizados em álbuns posteriores, como “Slipknot” que virou “(sic)”, “Gently” que foi retrabalhada e continuou com o mesmo nome, “Only One”, reutilizada no álbum de 1999 dentre outras.

Com uma formação completamente diferente do usual (Anders Colsefni no vocal e percussão, Paul Gray no baixo, Joey Jordison, bateria, Donnie Steele na guitarra – futuramente substuiria Paul Gray em shows ao vivo de 2011-2013 -, Josh Brainard na outra guitarra e Shawn Crahan também na percussão), este álbum se tornou uma pérola aos mais fanáticos do Slipknot, uma vez que as cópias físicas foram limitadas em 1.000 unidades então por aí andam muitas cópias também falsificadas.

Existe até mesmo um site chamado “mfkr1.com” que tem como foco completamente a história pré-Slipknot até os momentos antecedentes do autointitulado de 1999 com referências de todos os membros que passaram até então e entrevistas com antigos membros.

Vamos ao álbum propriamente dito. Iniciando com “Slipknot”, a versão que antecedeu “(sic)”, música que é obrigatória no Setlist dos americanos até hoje, percebe-se o vocal de Anders é bem mais estilo Death Metal que o Corey Taylor, vocalista atual. Lembram de “You Can’t Kill Me Cause I’m Already Inside You”? Pois é, neste momento é “You Can’t See Me For I Hide Within The Umbra”, uma referência a um jogo que inspirou esta demo (“Werewolf: The Apocalypse”)

“Gently” permaneceu basicamente intacta comparada com a versão de 2001 do Iowa, em relação à letra. Instrumentalmente falando há pequenas diferenças que dão o charme à cada uma das versões.

Terceira música: “Do Nothing/Bitchslap”. Está aí uma música que é completamente nada a ver com o Slipknot, mas divertida. A pegada “funk” que foi usada nesta demo é extremamente evidente nesta música. Muitos odeiam, mas, vamos lá, deem uma chance a ela. Tanto que Corey Taylor recentemente postou um comentário no Twitter mencionando o desejo de que retorne ao setlist atual.

“Only One” e “Tattered & Torn” reaparecem em 1999 com letras diferentes, mas com o mesmo estilo. “Confessions” é outra que não tem sentido algum ao Slipknot atual, mas o trabalho do falecido Paul Gray é louvável. Perfeito.

“Some Feel” aparentemente não foi muito lembrada em álbuns futuros, ao contrário de “Killers Are Quiet”, simplesmente uma “Iowa” de 1996. Mesmo riff de baixo, percussão e duração aproximada, antecedendo a bizarra “Dogfish Rising”, uma brincadeira entre os membros que trocaram seus instrumentos.

À época, iria ser lançado outro álbum em 31 de outubro de 1997, exatamente um ano do lançamento de MFKR, porém acabou não lançado. Entretanto, é possível encontrar versões e músicas que seriam utilizados neste lançamento, incluindo já a participação de Corey Taylor, Craig Jones e Mick Thomson. No começo de 2020 houveram uns vazamentos de músicas que fariam parte desse novo álbum e foi separado em dois discos: Gold Disc e Silver Disc. Gold disc continha versões de músicas com Anders Colsefni, Silver Disc, com Corey. Também nesse vazamento, músicas como “May 17” e “Windows” tiveram suas versões de estúdio (finalmente) divulgadas ao mundo, sendo que sempre gostei muito de “Windows” mas só havia uma versão de qualidade horrorosa no Youtube e mesmo assim eu escutava. Como é bom ouvir com uma qualidade razoavelmente boa após 9 anos de espera (conheci a versão horrível em 2011 e finalmente ouvi a de estúdio em 2020).

“Slipknot” (1999)

Destaques: “(sic)”, “Eyeless”, “Surfacing”

Lançado em junho de 1999, este foi o álbum que levou o Slipknot ao topo das paradas servindo até recentemente como base para seu repertório ao vivo ((sic), Eyeless, Wait And Bleed, Surfacing, Spit It Out, Prosthetics, Me Inside, Only One, Purity, Get This, Eeyore, Liberate, tudo sendo tocado pelo menos uma vez desde 2012).

Após a intro “742617000027”, o código de barras do MFKR mencionado acima, “(sic)” vem quebrando absolutamente tudo. Uma obra de arte. As que vêm em sequência: “Eyeless”, “Wait And Bleed”, “Surfacing” e “Spit It Out” nem precisam de comentários. A velocidade e insanidade de Eyeless, a melodia de Wait And Bleed, a raiva do que Corey chama de hino “Surfacing” e o famoso “jumpdafuckup” em Spit It Out ao vivo só demonstram a covardia que a banda tratou o primeiro álbum.

Com a confusão de direitos autorais, “Purity” acabou sendo trocada por “Me Inside”, primeira música que James Root gravou com a banda. “Liberate” que é de arrepiar ao lembrar do Rock In Rio 2011 que tive a oportunidade de estar lá com apenas 14 anos. “Prosthetics” presente no setlist atual (Dammit, man, I knew it was a mistake!!) e “No Life”, que foi abandonada do repertório desde 2000 são outras que demonstram o quão insano e perfeito é este disco.

“Only One” e “Scissors”, para mim, são as minhas preferidas de toda a carreira da banda. “Scissors” com toda pegada psicopata é uma música que definitivamente deveria voltar a ser tocada ao vivo nesta turnê.

“Eeyore” e “Get This” são as duas músicas do Slipknot que simplesmente tinham o objetivo de serem rápidas, violentas e hostis. A primeira, tocada até a turnê conclusa de 2016 e a última presente nos dias atuais.

Este álbum com certeza pode ser considerado um dos maiores de estreia da história.

“Iowa” (2001)

Destaques: “People=Shit”, “Disasterpiece”, “My Plague”

O álbum mais violento da banda. Corey no ápice vocal que há época simplesmente gritava o máximo possível, o que causou danos em suas cordas vocais, a banda exalando ódio… outra obra de arte.

“(515)” código de área das principais cidades do estado de Iowa – EUA, com gritos de extrema dor de Sid Wilson antecede “People = Shit”, outro hino de ódio da banda. Uma vez escutado o refrão da música, nunca mais é esquecido.

Impossível não mencionar todas as músicas presentes no álbum. “Disasterpiece” tocada até hoje e com letra grotesca (I want to slit your throat and fuck the wound) sempre será uma das mais memoráveis da banda. Quais as faixas seguintes? Simplesmente “My Plague”, “Everything Ends” e “The Heretic Anthem”. Se pegar o encarte do CD, verá que na ordem numérica, “The Heretic Anthem” é a número 666, referência ao refrão “If you’re 555, then I’m 666”.

“Gently” retorna ainda mais sombria. “Left Behind” acaba sendo uma das mais melódicas do álbum. “The Shape” e “I Am Hated” são incríveis e brutais. “Skin Ticket” outra faixa insana. “New Abortion”, riff reutilizado das sessões de 1997 (antiga “May 17”) e “Metabolic” basicamente encerram o disco antes de “Iowa”, com 15 minutos de duração e Corey simplesmente dá a vida nesta música.

Vale lembrar que o álbum foi tocado por completo em 2016, em celebração aos seus 15 anos de lançamento. Procurem a versão da música “Iowa” neste show. O silêncio do público em sentir o clima pesado e sombrio da música e o vocal absurdo de Corey mostram que a banda ainda nos dias atuais manda perfeitamente bem ao vivo.

“Vol. 3: (The Subliminal Verses)” (2004)

Destaques: “The Blister Exists”, “Vermilion”, “Opium Of The People”

Após Corey Taylor e James Root se aventurarem com o projeto paralelo “Stone Sour”, Slipknot volta com o “Vol. 3” agora produzido por Rick Rubin e como de característica dele, é muito mais focado em sons agudos do que em graves. Servindo de exemplo, a bateria de Joey Jordison não me agrada nessa gravação e as percussões que nem sempre são nítidas nas gravações, são ainda menos notáveis neste álbum. Basicamente apenas em “The Blister Exists” que se dá para perceber.

Já que “Iowa” acabou com os vocais de Corey, “Vol. 3” foi o primeiro álbum que gravou já após realizar aulas vocais para que cante sem causar dano. Por este fato, considero a pior voz do Corey logo neste período. Os vocais gritados eram muito agudos, porém, logo neste álbum que surgiram os maiores clássicos “Duality” e “Before I Forget”, que são excelentes músicas, só que ofuscam ainda melhores como “Three Nil”, “Welcome”, “Opium Of The People” e “The Nameless”.

No Brasil é vendida a versão deluxe deste álbum e incrivelmente no CD 2 que tem duas músicas que são um absurdo de tão boas: “Don’t Get Close” e “Scream”.

Ao contrário dos álbuns de 1999 e 2001, houve muito mais melodia, como em “Vermilion pt. 2” e “Circle”. As duas são ótimas, mas quebraram um pouco o perfil violento que o Slipknot construiu anteriormente.

“Vol. 3: (The Subliminal Verses)” foi o grande divisor de águas da carreira do Slipknot.

“All Hope Is Gone” (2008)

Destaques: “Gematria (The Killing Name)”, “Psychosocial”, “Sulfur”

Acompanhando a banda desde o final de 2010, observava vários comentários negativos em relação ao All Hope Is Gone, porém, considero injustos porque por mais que as mais famosas “Dead Memories”, “Psychosocial” e “Sulfur” sejam boas, ainda tem muitas excelentes.

“Gematria (The Killing Name)” é incrível. A velocidade de Joey, o vocal grave de Corey e as guitarras de James e Mick tornam esta música uma das melhores de toda carreira dos americanos.

“Vendetta” começa com baterias e riffs rápidos, entretanto ficam focadas na melodia do vocal de Corey, motivo pelo qual é comum haver críticas por ser “Stone Sour demais”. Independentemente disso, continua sendo uma música muito boa e subestimada.

Por falar em músicas subestimadas, o que falar de “This Cold Black”? Extremamente rápida, pesada e com Chris Fehn e Shawn ‘Clown’ Crahan colaborando com os vocais, outra que merece muito destaque entre as demais do CD.

Reconheço que “Wherein Lies Continue” não seja lá muito boa, mas é uma de minhas preferidas. A melodia no refrão acho fenomenal.

“Snuff” é outra que não tem nada em comum com a típica sonoridade do Slipknot, mas é uma música bonita de se ouvir e até mesmo chegou a ser tocada algumas vezes ao vivo (última em 2012).

Encerrando com a violenta e barulhenta faixa-título, “All Hope Is Gone” é um álbum muito subestimado e marcado muito por “Psychosocial”. Vamos lá, o CD não é só essa música! Tristemente este foi o último álbum a contar com os membros originais Paul Gray e Joey Jordison, presentes desde as bandas anteriores à formação do Slipknot e atuaram no MFKR.

“.5: The Gray Chapter” (2014)

Destaques: “Sarcastrophe”, “Skeptic”, “The Negative One”

Este foi o primeiro álbum que aguardei o lançamento. Comprei o Vinil e o CD Deluxe ainda na pré-venda e minha “hype” estava altíssima para o lançamento deste.

Lembro quando saiu o primeiro single: “The Negative One”, uma pegada estilo Sepultura nas guitarras e se prestar bem a atenção, as percussões de Chris e Clown são extremamente vitais à música, e ainda tem gente que vem falar que são desnecessários à banda…

O segundo single, “The Devil In I” quase que chegou a me decepcionar pelo motivo de ser mais lenta que o primeiro single, mas Slipknot sempre tem as melódicas, e esta é incrível, sem contar o peso da afinação das guitarras.

“Sarcastrophe”, é outra de afinação extremamente pesada, se não me engano, “Drop A”, ou seja, quase não sai o som de tão grave. FENOMENAL.

“AOV” com aquele início todo rápido, se torna melódica. Admito que imaginava algo bem mais violento, mas continua sendo uma ótima música. “Skeptic” é outra que quando escreveram a música, devem ter dito: “Vamos focar em bateria/percussão”. A bateria com pedal duplo é perfeita, sem contar que é plenamente audíveis as percussões.

“Goodbye”, outra música com o sentimento de tristeza do Slipknot. Ainda mais por ser o primeiro álbum sem a presença de Paul Gray que sempre foi muito querido pelos membros da banda e pelos fãs. Fato curioso é a utilização da gravação demo do baixo gravado por Corey Taylor.

“Nomadic” é bem melódica, assim como tantas outras, considero uma das mais legais do álbum. “Custer”, uma das mais brutais do Slipknot com Clown no início sugerindo como seria o riff e depois o riff já pronto sendo tocado. Genial!

“If Rain Is What You Want” tem o Clown tocando a bateria abafada no início, encerrando o disco normal. Mas não pode se esquecer de “Override” e “The Burden”, duas faixas bônus muito boas.

O “.5: The Gray Chapter” foi o álbum que fez Slipknot virar uma megabanda, apenas comparando que não foi a banda principal de festivais como o Sonisphere 2011, que o Iron Maiden era a principal e o Rock in Rio 2011, tocando antes de Metallica. Em 2015, ano subsequente a este lançamento, Slipknot simplesmente foi headliner dos maiores festivais: Hellfest, Download, Rock In Rio, Soundwave, Rock Am Ring, Rock Im Park entre outros.

“We Are Not Your Kind” (2019)

Destaques: “Nero Forte”, “Orphan”, “Solway Firth”

Com uma atmosfera um pouco conturbada tendo em vista a saída de Chris Fehn da banda houve o lançamento de “All Out Life”, música com guitarras típicas de Slipknot e ótimo vocal de Corey, mas infelizmente não se enquadrou nas versões do We Are Not  Your Kind, sendo uma música a parte.

Após a ótima impressão que “All Out Life” causou, “Unsainted” foi lançada e com um estilo bem melódico no refrão, como já visto em músicas anteriores do grupo e com essa música, foi mostrada a cara que o álbum teria. No geral, We Are Not Your Kind não é um álbum bom, poucas músicas acabam sendo realmente boas. “Interludes” estranhos como “Death Because Of Death”, “What’s Next” (música de elevador) acabam causando bastante estranheza, mas, em compensação, após “Death Because Of Death” tem a absurda “Nero Forte” que é uma das melhores músicas da banda. Pesada, riff brutal, refrão incrível.

“A Liar’s Funeral” é bem pesada, mas estranha por ter momentos acústicos, com um estilo mais “dark”. “Spiders” é uma música completamente bizarra com piano e sem um riff, só que a seguinte é “Orphan”, uma das mais brutais da carreira da banda, com pedal duplo muito rápido e guitarras que lembram o (literalmente) hino “The Heretic Anthem” (Anthem é hino em inglês).

“My Pain” é outra música viajada, em questão de letra, tudo bem, mas em música, é horrível. Em compensação, o álbum se encerra com “Solway Firth”, outra música que também é uma das mais brutais da banda, com EXCELENTE pedal duplo, uma voz absurda do Corey.

Então WANYK tem músicas que fazem parte daquela “ou é 8 ou é 80”, porque tem pontos altíssimos e também pontos baixíssimos que fazem eu preferir ouvir as gravações horrorosas ao vivo da era “pré-Corey”.

“The End, So Far” (2022)

Destaques: “The Dying Song (Time To Sing)”, “Hive Mind”, “Warranty”

Em novembro de 2021 o Slipknot brindou seus fãs com “The Chapeltown Rag”, que era bem barulhenta, mas a produção deixava a desejar. Restou, então, torcer para que o álbum que estava por vir não decepcionasse igual o anterior.

Após vários meses (mais ou menos o tempo entre “All Out Life” até o lançamento de “Unsainted”), saiu o segundo single, “The Dying Song (Time To Sing)” junto com o anúncio no nome do álbum: “The End, So Far”. Alguns fãs ficaram com o sentimento que a banda estava chegando ao fim, entretanto, o que chegou ao fim foi o contrato do grupo com a gravadora Roadrunner Records. Porém, o single surpreendeu muito e positivamente, seguindo mais ou menos um pouco do estilo de “(sic)” principalmente nas guitarras e, desta vez, a gravação estava excelente.

Já o álbum se inicia com “Aderall” que tem aquele sentimento de “Prelude 3.0” do Vol. 3, e é nada a ver com o estilo mais popular da banda. Mas quem conhece toda a carreira, sabe que esse tipo de música não é novidade. Em seguida aparecem os dois singles referidos anteriormente, mas com “The Chapeltown Rag” com um som melhorado. “Yen” é mais lenta e lembra o extinto grupo Stone Sour, que era do vocalista Corey Taylor.

“Hive Mind” e “Warranty” são excelentes e merecem estar no top 3. Pesadas, ótimos refrões, perfeitas para escutar repetidamente. Porém, as duas seguintes “Medicine For The Dead” e “Acidic” já são mais “chatinhas”. Elas têm bons momentos, mas, em geral, são completamente “puláveis”.

Novamente pode-se dividir um grupo de mais duas músicas que são boas: “Heirloom” e “H377”. A primeira um pouco mais melódica (tipo Stone Sour) e a segunda mais pesada e falando em peso, “De Sade”, a princípio não levaria nada a lugar nenhum. Entretanto, no momento 03:30 tem uma das melhores partes de todo o álbum.

Fechando com “Finale”, pode ser uma “carta de despedida” da banda (o que creio que não seja o caso) e tem uma melodia muito linda e melancólica, além de um baixo fantástico. Por sinal, Alessandro Venturella, o baixista, tem participações fantásticas durante todo o álbum.

Apesar de, em “fóruns” na internet sobre a banda, os fãs tratarem o “The End, So Far”, inferiormente ao “We Are Not Your Kind”, o geral das músicas mostra que o lançamento de 2022 é muito superior e tem músicas que são ótimas para ouvir repetidamente e ouvir do início ao fim é menos sofrível que o de 2019.

Que venha o Knotfest!

Que venha uma nova era pós-Roadrunner do Slipknot!

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