Smash’Em Up – “Ashes to Empires” (2026)

Ashes To Empires (1)
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Smash’Em Up – “Ashes to Empires” (2026)

Independente

#ThrashMetal #MelodicThrashMetal

Para fãs de: Havok, Death Angel, Tankard

Texto por Cristiano Ruiz

Nota: 9,0

Em 2022, na cidade de Tampa/FL, cinco amigos reunem-se a fim de beber cerveja e tocar Thrash Metal. A ideia dá muito certo, tanto que em janeiro de 2024, o álbum SmashBlaster abre a discografia do Smash’Em Up.

A repercussão desse primeiro lançamento é tão positiva que surpreende o quinteto formado por: Tucker Brown (baixo), Kyle Swoboda (bateria), Brent Carlton (guitarra), Garren Dial (guitarra), assim como Van Tucker (vocal e guitarra). Como resultado, em 14/08/2026, também em formato independente, é lançado seu segundo full length, Ashes to Empires.

Thrash Metal, mas com espírito de Rock’N’Roll

Assim que termina a audição da primeira faixa do novo disco, “Fathoms Pass”, já é possível saber que a energia do debut continua presente na música do Smash’Em Up. Ou seja, a diversão está garantida.

Na sequência, a seriedade parece que vai tomar conta com “Thrash Pool Party”, mas tudo se resume a uma festa de Thrash na piscina. O trabalho do trio de guitarras, da mesma forma que no álbum anterior, leva melodia de alta qualidade ao caos.

Em “Boomstick Boogie”, os riffs e solos de guitarra parecem massacrar a mente e, ao mesmo tempo, se hospedam nela sem data para sair. A voz de Van Tucker impõe agressividade, porém exala o perfume de várias cervejas geladas que esperam na mesa de um bar.

Logo depois, as variações rítmicas de “The Moth Machine” têm nome e sobrenome, Kyle Swoboda. No entanto, é o quarteto de cordas que dá toda a beleza ao instrumental de alto nível.

Ashes To Empires, lugar no qual a violência sonora e o entretenimento coincidem

Se a sua praia for Thrash grotesco, a canção que intitula o álbum, certamente, não vai fazer sua cabeça. Pois, nesse ponto da audição, a eficiência harmônica e melódica do trio de guitarristas, Brent Carlton, Garren Dial e Van Tucker, atinge o auge de sua performance. Dito isso, seria injusto não citar igualmente o trabalho do baixo de Tucker Brown.

Com os motores em pleno funcionamento, “Hammered Apparitions” caminha por sua estrada férrea, contudo sem parecer que vai descarrilar. Aliás, antes que eu esqueça de dizer, todo esse diferencial das guitarras faz com que o quinteto de Tampa/FL ganhe o meu mais absoluto respeito.

A trinca final não é um tiro de misericórdia, mas sim uma bomba de puro deleite

O single “Sharks”, que foi lançado em seguida do debut, ainda em 2024, dá uma aula de dinâmica em apenas 2m31s, encarnando uma atmosfera de faroeste.

Embora o clima festivo do Smash’Em Up faça lembrar Tankard em alguns momentos, o American Thrash está na alma da banda. “Knight of the Night” é um dos melhores exemplos disso que acabo de afirmar, se não for realmente o melhor.

Eis que, na última composição do álbum, quando penso que já não há cartas na manga, “The Madness” chega para mostrar o meu equívoco, pois a introdução com dedilhado acústico a torna única no tracklist. Além disso, uma bela canção do primeiro ao último segundo.

Resumindo, se SmashBlaster mostra uma banda madura e que sabe exatamente onde quer chegar com sua arte, Ashes to Empires o faz ainda melhor.

That’s right, Smash’Em Up—melodic guitars and beer really work. Keep it up.

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