Sons Of Apollo – “Psychotic Symphony” (2017)

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Sons Of Apollo
 – “Psychotic Symphony” (2017)

Inside Out Music | Hellion Records Brazil
#ProgressiveMetal

Para fãs de: Dream TheaterAdrenaline MobYngwie MalmsteenThe Winery Dogs

Nota: 10

Supergrupo (com “S” maiúsculo) montado e capitaneado pela lenda das baquetas Mike Portnoy em 2017, o Sons of Apollo apresenta seu primeiro trabalho de estúdio. O lançamento mundial ocorrerá na segunda quinzena de outubro.

Portnoy vem trabalhando feito um maníaco desde que deixou o Dream Theater, cerca de 7 anos atrás, e vem acertando a mão na maior parte dos projetos. Mas agora o cara apelou. O time montado dessa vez conta com ninguém menos que Jeff Scott Soto (ex Yngwie Malmsteen, etc.), Ron “Bumblefoot” Thal (ex Guns N Roses, etc.), Billy Sheehan (Mr. Big, etc.) e Derek Sherinian (ex Dream Theater, etc.). Tinha como dar errado??

Apesar de predominar na sonoridade da banda a progressividade, o disco não é um trabalho de Metal Progressivo “puro sangue”. Você conseguirá ouvir elementos de Hard Rock e Metal Clássico, sempre com uma roupagem bastante moderna, o que certamente decorre do histórico de alguns dos músicos. Esse tempero torna o álbum mais agradável e fácil de gostar pra quem não é experimentado na área do Prog.

É o que se pode ouvir em músicas como a excelente “Coming Home” (link abaixo), que abre o play trazendo um refrão que você certamente estará cantarolando após duas ouvidas, e “Divine Addiction”. Senti uma bela pegada de Adrenaline Mob nestas faixas. Note que aqui o som da banda deixa o Prog um pouco de lado, aproximando-se mais das influências Hard de seus membros. Na também excelente “Signs of Time”, a banda passeia de forma fluída e excitante pelos estilos que compõem o seu background.

Por outro lado, se você, como eu, é apaixonado pelo Metal Progressivo propriamente dito, o disco traz duas surpresas deliciosas em seu final. “Opus Maximus” é uma acachapante viagem instrumental de mais de 10 minutos, em que os músicos se soltam e deixam seu virtuosismo rolar de forma explícita. “God of the Son”, também com mais de 10 minutos, é minha faixa favorita. Um show de belas construções harmônicas, contratempos, levadas épicas e lindas melodias. Devo alertar aos fãs de Dream Theater que ouvir essas faixas causa efeitos colaterais. Os principais sintomas são a cara de bobo e uma babinha escorrendo no canto da boca. Sim, aconteceu aqui.

Nem preciso falar que o trabalho dos músicos é excepcional né. Dá vontade de ouvir o disco repetidamente, prestando atenção exclusivamente em apenas um instrumento por vez. Devo dizer, contudo, que o trabalho do Ron “Bumblefoot” Thal me deixou espantado. Riffs inspirados, solos primorosos e, principalmente, timbres de guitarra estupidamente lindos, fazem com que a sua atuação, especialmente quando interage com o teclado de Sherinian, cause arrepios.

Enfim, pra usar a expressão da moda, temos um “discão da porra!”, que não poderá faltar na sua coleção/play list. Ouça já!!

Luiz Gustavo Santos

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