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Storia – “Revenant: A Righteous Revenge” (2026)

Storia – “Revenant: A Righteous Revenge” (2026)

Independente

#PowerMetal #ProgPowerMetal

Para fãs de: Angra, Stratovarius, Sonata Arctica

Texto por Cristiano Ruiz

Nota: 9,0

Revenant: A Righteous Revenge, primeiro full lenght da banda brasileira de Power Metal Storia, foi lançado, em formato independente, em 03/04/2026. A continuação do EP conceitual Revenant – The Silver Age (2024), primeiro registro oficial do quarteto, saiu, portanto, quase dois anos após seu lançamento.

Desde que iniciou suas atividades, em 2023, Pablo Guillarducci (baixo), Thiago Caeiro (bateria), Gabriel Veloso (guitarra) e Pedro Cavazana (vocal) formam o line-up do Storia.

Power Metal de competência indiscutível

O álbum Revenant: A Righteous Revenge foi capaz de me surpreender assim que o ouvi pela primeira vez. Como já disse algumas vezes, tenho especial admiração por obras conceituais, ainda mais quando capítulos são necessário para concluir um tema. Embora esse tipo de Power Metal extremamente melódico não seja pessoalmente a minha praia, a capacidade técnica dos músicos, a ótima produção em estúdio e o nível das composições me convenceram plenamente.

Ao analisar a sonoridade do Storia, é impossível não lembrar da fase clássica do Angra. Não somente pela potente voz de Pedro Cavazana, mas também pela complexidade de suas composições, a qual seus habilidosos instrumentistas proporcionam. Em outras palavras, Storia faz jus a imagem positiva que o Power Metal nacional construiu a nível global. Além disso, com menor intensidade, encontro também referências dos filandeses do Stratovarius e Sonata Arctica.

Revenant: A Righteous Revenge, análise do álbum, faixa a faixa:

1.”Memories Of”: a introdução é narrada, fomentando, já á princípio, a atmosfera épica e fabulosa do registro.

2.”The Grey Twilight”: a primeira música do disco é simplesmente viciante, tanto que a escolhi, sem dúvida alguma, como minha favorita do tracklist. Aliás, a escolha dessa faixa como abertura foi muito feliz.

A mesma possui energia altamente positiva, refrão grudento, além disso, alta intensidade em cada segundo de sua duração.

3.”Rise of the Silver Knights”: ao contrário de sua antecessora, introduz com dedilhado de guitarra, ganhando peso e velocidade logo depois.

Destaco a magistral linha de baixo de Pablo Guillarducci, a performance do baterista Thiago Caeiro, arranjos e solos de Gabriel Veloso e, da mesma forma, a incrível voz de Cavazana. Em suma, não há nada que não mereça menção.

Aquele que voltou dos mortos…

4.”Insidious Pondering”: como preparação para o que vem em seguida, narrações em forma de diálogo dão à audição um clima de produção cinematográfica épica.

5.”It’s Treason Then”: essa faixa, que está entre os pontos mais altos da audição, conta com as participações dos vocalistas Raphael Dantas (Ego Absence, Gloria Perpetua) e Craig Cairns (Tailgunner).

Revenant: A Righteous Revenge, com quase uma hora de duração, é rico em alternância de dinâmica, andamento e de elementos musicais, dessa forma, jamais soando monótono ou enfadonho. As participações especiais, decerto, colaboram para toda essa diversidade musical.

6.”Revenant”: essa composição, que fez parte tanto do EP quanto do álbum completo, torna-se ainda melhor pela adição da voz feminina de Amanda Cabral e a mescla com elementos de Prog Metal.

Simplesmente, me deixou boquiaberto constatar o grandiosidade que a música do Storia, inegavelmente, exala.

7.”The Kaer Slaughter”: ainda que vocais guturais não sejam tão incomuns em Power Metal, eles sempre fazem o flerte com a música mais extrema.

A parte gutural é executada pelo próprio Pedro Cavazana, enquanto Craig Cairns (Tailgunner) colabora mais uma vez com o seu talento. Em outras palavras, quanto mais variada for a música, melhor é o resultado final.

8.”A Glimpse of Myself”: quando a faixa número 8 introduz, parece que vai permanecer na calmaria, no entanto, logo sua dinâmica infla, tornando-a outra das lindas canções do disco em questão.

O solo de Gabriel Veloso chega ao propósito de ser a cereja do bolo e cumpre sua missão.

… A fim de justa vingança

9.”Late Confession”: em outro diálogo, alguém confessa o arrependimento de ter assinado o próprio pai. É pesado, mas é sobre isso.

10.”Meaning of a Non-Life”: a vocalista Amanda Cabral se une a Pedro mais uma vez, em mais uma bela canção.

Nada, entretanto, transborda tanto feeling quanto o solo de guitarra. Pode ser somente impressão minha, contudo senti uma veia folk nesse instante da audição.

11.”Like My Father Before Me” é mais um momento de narração épica que serve como preparação para a faixa que intitula o registro.

12.”A Righteous Revenge”: não fosse “The Grey Twilight”, a canção que intitula o álbum seria a minha predileta, pois tem uma energia ímpar.

Algumas participações a tornam mais atraente: Amanda Cabral, Raphael Dantas e Craig Cairns, cedendo suas vozes mais uma vez, o vocalista Vitor Torchetti, além do guitarrista Roberto Barros (ex-Edu Falaschi).

13.”The Last Rise”: confesso que fiquei surpreso com esse encerramento, mesmo que eu não saiba definir exatamente o que estava esperando que fosse.

Fora a surpresa, o som fretless do baixo de Pablo Guillarducci ficou lindo, a música, como um todo, tem certo apelo comercial, mas do tipo que me agrada.

Conclusão e indicação

Storia merece os parabéns pelos primeiros passos de sua história. Sim, é um trocadilho divertido, mas condiz com a realidade. Já que gostei de conhecer esse quarteto, espero que não o mesmo não tarde em trazer novos trabalhos conceituais para minha total apreciação.

Se você é fã de Power Metal com alto grau de melodia e técnica, Revenant: A Righteous Revenge é feito para você.

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