Streetlight – “Night Vision” (2025)
Frontiers Music
#AOR #MelodicRock #HardRock
Para fãs de: Journey, Toto, Survivor, Chicago
Texto por João Paulo Gomes
Nota: 8,5
Em seu segundo álbum, o Streetlight, criado pelo produtor, compositor, guitarrista e vocalista Johannes Hager, se mantém fiel ao gênero AOR/rock melódico e ao seu primeiro trabalho, homenageando os anos 80, com melodias cativantes, guitarras impactantes, refrões marcantes e muitos sintetizadores. Como disse Hager: “Ainda estamos relembrando os tempos áureos do AOR, mas não vamos voltar atrás”.
Mas nem só de Hager vive o Streetlight. A banda ainda conta com Filip Stenlund nas guitarras e vocais de apoio, John Svensson (Empire 21, Harmony) nos teclados e vocais de apoio, Erik Nilsson na bateria e vocais de apoio, Johan Tjernstrom (All For The King) no baixo e vocais de apoio, formando um time que entrega um álbum acima de muitos de seus pares.
Contando com uma excelente produção, a banda continua moldando seu som e tentando achar sua própria definição em uma mistura de saudosismo com modernidade. É possível que alguns achem o álbum, ou mesmo a banda, clichê, estereotipado ou formulaico, mas mesmo que fosse, o que não é, quando algo é tão bem executado, não há como negar a qualidade do que se está ouvindo.
Podemos pegar como exemplo: a enérgica e urgente “Captured in the Night”, a elegância de “Sleep Walk”, a melancolia de “Learn To Love Again”, a emocionante “Fly With Eagles”, a desenfreada “Late Night Hollywood”, o “yacht rock” da intensa “Where Did Love Go” ou a homenagem ao Toto em “Leanna” para ver que o talento da banda vai além das suas raízes.
Apesar de perder um pouco de fôlego chegando ao final, Night Vision prova que ainda há vida inteligente no estilo e é mais um passo para consolidar o Streetlight como uma das grandes bandas da nova safra.





