Striker
Independente
#HeavyMetal, #PowerMetal, #NWOBHM
Nota: 7,5
Formado em 2007, o grupo canadense Striker faz um Heavy Metal simples mas eficiente, daqueles que você começa a gostar logo na primeira audição. Um ano após ter lançado no mercado “Stand in the Fire”, a banda vem com seu quinto álbum de estúdio, o autointitulado, mostrando que a criatividade anda a mil por hora.
Suas nove faixas são um deleite para qualquer fã de Heavy Metal por contar com solos cheios de ‘feeling’, riffs a lá NWOBHM, vocal melódico na metida certa e sem agudos exagerados, fazendo a audição ser extremamente prazerosa. A cozinha é certeira e coesa, onde podemos compara-la a um zagueiro que joga com seriedade e sem inventar, fazendo seu trabalho sem complicar o time. Do início ao fim, a banda não desacelera em nenhum momento, trazendo boas lembranças de grupos como Vicious Rumors, Saxon, Anvil, Crimson Glory, entre outros.
Bem entrosados, cada integrante sabe o seu papel e fica nítido nas faixas “Rock The Night”, “Pass Me By” e “Freedom’s Call”, onde nada sai do esperado. É aquele time que você sabe conhece a jogada manjada e, mesmo assim, fazem gol e ganham a partida sem nenhuma complicação.
Ao mesmo tempo que tudo isso explicado seja louvável, fica um certo gosto de quero mais, de fazer o inesperado, de ousar e trazer um ar de novidade ao som, pois no final de tudo, a partir da quarta faixa parece que estamos ouvindo a mesma música repetidamente.
Saldo final: Um bom álbum totalmente voltado para a zona de conforto. O que se espera é que se ouve por mais de 45 minutos. Cabe a você decidir, volume máximo ou não.
William Ribas
