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Stryper – “Throne of Thorns” (2026)

Stryper – “Throne of Thorns” (2026)

Shinigami Records – Frontiers Records
#HeavyMetal #HardRock

Para fãs de: Dokken, Def Leppard, W.A.S.P.

Por: Cristiano Ruiz

Nota: 8,5

A Frontiers Records e a Shinigami Records (no Brasil) lançaram em 25/09/2026 o 18º álbum de estúdio da banda americana de Hard ‘N’ Heavy Stryper, Throne of Thorns. Esse registro traz algo inédito em toda a discografia do quarteto, mas não em relação à sua sonoridade ou temática. O guitarrista e membro fundador Oz Fox, embora continue sendo integrante do Stryper e provavelmente o será até o fim, não conseguiu participar da gravação do atual disco por problemas de saúde, que tiveram ampla divulgação na imprensa especializada. Adianto que Michael Sweet, vocalista e guitarrista, trabalhou por dois no estúdio — gravando tanto a sua parte quanto a de Oz Fox — a fim de levar o melhor aos seus fãs.

Atualmente, fazem parte do Stryper: Robert Sweet (bateria), Oz Fox (guitarra e vocal), Michael Sweet (vocal e guitarra) e Perry Richardson (baixo).

O Trono da Redenção e do Hard’N’Heavy

Sem dúvidas, poucas vezes uma faixa-título definiu tanto um disco quanto “Throne of Thorns” o fez. Ainda que a fé cristã seja a base temática do Stryper, a letra dessa agradável canção de Heavy tradicional extrapola o limite de qualquer escrita religiosa. De acordo com o contexto, nossa redenção veio justamente porque aquele que está no trono foi quem sofreu. A vitória não veio pelo conforto, mas pela superação da dor. Ou seja, essa mensagem central não atende somente à crença, serve para a existência e seus caminhos tortos. Isso pode igualmente se referir aos próprios obstáculos do Stryper em sua estrada, por seguirem um caminho oposto ao que propunha a imensa maioria das bandas de Rock e Metal.

Em seguida, “Here In Your Heart” conduz a audição para um momento de mais cadência, porém mais intenso musicalmente. Os riffs pesados, os solos que equilibram feeling e técnica, assim como a interpretação vocal competente de Michael Sweet, despertam o total foco para a música. Em outras palavras, Michael é o grande protagonista da vez.

Da mesma forma, “Falling” é a melhor tradução do Hard’N’Heavy do Stryper, fechando com perfeição a primeira trinca de Throne of Thorns. O single “I’m Alright (I’m Okay)” dá mais velocidade ao ritmo da audição, nada que se pareça com a fantástica “The Reign” do In God We Trust, mas, ainda assim, muito boa música. Já a balada “Waiting For You” mostra que a voz de Sweet continua a mesma após 46 anos de estrada.

Como sempre foi, peso e melodia flertam e se encontram na música do Stryper

Assim que ouço os riffs de “Carry the Flame”, me ponho a pensar: “como alguém tem coragem de dizer que isso não é Metal?”. Discordar da temática é aceitável, contudo, fugir da realidade, jamais. Desde que ouvi “Hollywood” pela primeira vez, por conta de seus riffs, a imagino na interpretação do saudoso Ronnie James Dio. Ouçam a canção e confiram se a vibe é a mesma. Além disso, não posso deixar de mencionar que Michael Sweet está solando bem demais.

Mesmo mantendo o peso instrumental, inegavelmente, “Beautifully Broken” soa como Hard Rock 80’s. De certa forma, é compreensível a estranheza que o Stryper causava na época em que começou, pois as letras do Hard Rock tratavam de temas completamente contrários naquela época.

Voltando às baladas, “Ashes to Roses”, puramente AOR, é, ao mesmo tempo, a mais bonita e acessível música do gênero no atual trabalho do Stryper. “Alone Again”, por sua vez, carrega consigo um clima sombrio, muito por conta dos riffs e da voz. Entretanto, é dela o solo de guitarra mais bonito do disco. Por isso, é também minha favorita.

Finalizando, “Shadowbreaker” não é a faixa mais pesada do álbum, mas é a mais rápida. Já mencionei “The Reign” do In God We Trust e lembrei dela novamente, pois não só é a faixa mais rápida do terceiro disco do Stryper, como também o encerra.

Great job, Stryper! I hope Oz Fox recovers as quickly as possible and is able to join the next recording session.

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