Sweet & Lynch – “Unified” (2017)
Frontiers Music
#HardRock, #MelodicRock
Para fãs de: Stryper, Michael Sweet, Dokken, Lynch Mob, Revolution Saints
Nota: 9,0
“Unified”, segundo álbum da dupla Sweet & Lynch, chega dois anos após o bem sucedido primeiro capítulo, “Only To Rise”, e assim como seu antecessor é um álbum guiado por linhas vocais esmeradas e guitarras versáteis, onde George Lynch consegue imprimir ainda mais sua identidade musical.
Todavia, “Unified” também é um trabalho onde expandiram um pouco mais sua ousadia, sem perder em nenhum momento o poder de cativar os fãs de Hard Rock. Afinal temos os solos mirabolantes de Lynch e os vocais hiperbólicos de Sweet entremeados a alta sensibilidade melódica, tudo bem modulado por uma produção impecável (que era um problema de “Only To Rise”).
Todavia, no geral, “Unified” é um trabalho mais cadenciado e cerebral. E a segunda faixa, “Walk”, uma das melhores do trabalho mostra isso com referências de Blues, Classic Rock, AOR, além de mudanças de andamentos e trabalho vocal de cair o queixo, sem desmerecer o peso. Pode ser exagero de minha parte, mas o Queen não saia da minha cabeça enquanto seus quase seis minutos se desenvolviam. Uma música difícil de imaginar o Stryper, o Dokken, ou até mesmo o Lynch Mob fazendo, mas só por ela “Unified” já merece sua atenção!
Além disso, ainda temos as guitarras flamejantes de “Promised Land”, a cadência sombria de “Afterlife”, o Hard Rock altamente melódico da faixa-título e de “Bridge of Broken Lies” (com belo solo bluesy), músicas que trazem um sabor novo à química musical sustentada por harmonias divididas entre a melodia do AOR e a pegada do Hard Rock.
Michael Sweet e George Lynch conseguiram manter o time do primeiro álbum, sendo escudados por uma seção rítmica de respeito, formada por James Lomenzo no baixo (White Lion) e Brian Tichy (Whitesnake, Dead Daisies) na bateria.
Se você gostou do primeiro álbum, pode cair de cabeça neste novo capítulo, mas se ainda não conhece o som feito pela dupla pode começar por aqui, afinal conseguiram como poucos fugir das obviedades do gênero!
Marcelo Lopes Vieira
