Symphony of the Damned – “Sol” (2018)
Independente
#ProgressiveBlackenedDoomMetal, #PostMetal
Para fãs de: Misery’s Omen, Maestus, Paean
Nota: 8,5
O canadense Mike Errington deu vida ao Symphony Of The Damned em 2012 e desde então vem lançando bons trabalhos, sua proposta é interessante, estranha e não muito original, mas funciona bem e prova que é possível misturar de forma homogênea, Black, Doom e Metal Progressivo.
Em seu novo registro, “Sol”, ouvimos bons riffs que vão do Doom ao Sludge e até mesmo, Post-Black e Funeral Doom, Mike mostra um bom domínio sobre todos os instrumentos, principalmente nas guitarras e bateria, a gravação deixou tudo nítido e sólido, o único problema existente aqui, é a longa duração das músicas, é certo que falamos de subgêneros onde tamanho é documento, assim sendo, faixas quilométricas seriam aceitáveis, o problema é a falta de variação entre e dentro das músicas, já que todas elas possuem estruturas semelhantes e esse fator acaba por tornar o álbum um tanto soporífero.
Músicas como: “Dreams Of Cambrian Seas” (com vestígios de Agalloch e Woods Of Ypres) e “Infanticide” (puxada para o Atmospheric Black de bandas como Saor e Eneferens), são excelentes e mostram bem o talento de Mike, além de ilustrar suas múltiplas influências. “Longing For Your Light” é outra que merece destaque e de certa forma sintetiza todo o disco, sendo certamente um dos melhores momentos do mesmo.
“Sol” é um bom trabalho, é inegável, seus únicos pormenores são a falta de dinâmica e a duração excessiva de algumas faixas.
Fábio Miloch
