Templeton Pek – “Watching the World Come Undone” (2018)
Drakkar Entertainment
#MelodicHardcore, #Hardcore
Para fãs de: The Offspring, Rise Against, Black Train Jack
Nota: 8,0
Formado em 2005 na cidade de Birmingham, na Inglaterra, o trio Templeton Pek chega ao seu quinto trabalho completo (em sua discografia possui, também, um EP lançado em 2012) com o val de nomes como The Offspring e Rise Aginst. Não bastando isso, a banda já dividiu o palco com ícones como Bad Religion, Zebrahead e Sum 41. Tudo isso deu ao trio uma maturidade que pode ser conferida em “Watching the World Come Undone”, um trabalho repleto de letras políticas, envoltas em melodias que não soam enjoativas, aliadas á velocidade típica do hardcore. Neal Mitchell (baixo/vocal), Kev Green (guitarra/vocal) e Simon Braford (bateria), mostram que a energia do punk hardcore pode estar sim, unida a melodia do pop, criando faixas repletas de energia e bem estruturadas.
O álbum, composto por dez faixas, vai agradar aqueles que buscam um a pegada mais atual, dentro do hardcore. Se nomes como os já citados The Offspring e Rise Against surgem num primeiro momento, durante a audição podemos perceber traços de Green Day, Down by Law, Black Train Jack e Supersuckers na sonoridade do trio inglês.
Com composições bem variadas, sem se prender a nenhuma amarra, podemos citar como destaque “Nowhere to Hide”, onde a guitarra merece destaque, principalmente por mesclar e forma bem equilibrada agressividade e melodia, “The Awakening”, que se ainda estivéssemos vivendo os bons tempos da saudosa MTV, seria hit fácil (refrãozinho grudento pra cacete), “Axis”, um Punk Rock com uma pegada pop bem agradável, “The Aftermath”, mais pesada e com uma letra de forte cunho político/social, “Collision Course”, “City of Fire” e “On Our Own”.
Se a sonoridade da banda não é das mais agressivas, também não pode ser desconsiderada. Muito pelo contrário, pois existem muitas banda por aí que pagam de podrona e Hardcore, mas que vão totalmente na direção contrária de suas letras.
Geralmente, RATOS agem assim. Aqui, não percebemos esse tipo de atitude. Melodias, que ganham o auxílio de momentos mais “sujos”, fazem deste novo álbum do Templeton Pek um trabalho que se não vai mudar o mundo da música, pelo menos vai deixar ela como está. E isso, hoje em dia, é algo mais que louvável!
Sergiomar Menezes
