Terrible Headache – “Der Rote Baron” (2019)

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Terrible Headache – “Der Rote Baron” (2019)
Boersma Records
#ThrashMetal#DeathMetal#Rock

Para fãs de: VaderAnthraxSix Feet Under

Nota: 7,5

Antes de adentrar no teor musical de “Der Rote Baron”, é justo e válido agradecer ao germânico Terrible Headache, pelo esmero e profissionalismo que o mesmo tem por seu ofício/arte; são raros os disco que chegam para serem analisados com tamanha organização; mídias e informações precisas e detalhadas, parece algo pífio, preguiçoso ou mera exigência de quem se propõe a dissertar sobre música, mas não é; esse zelo engrandece o próprio trabalho da banda, denota seriedade e falando por mim, essa preocupação e boa vontade, valem nota.

“Der Rote Baron” finda o hiato no qual a banda entrou logo após o lançamento de seu primeiro álbum, “Zeit Für Gedanken” de 1998, tendo sido reativada para alguns celebrados shows em 2015 que acabaram por acender novamente a chama e fazer com que os músicos trabalhassem em material novo, que aqui se apresenta sob a forma de dez composições em pouco mais de 38 minutos.

A produção é coesa e satisfatória e em seu conteúdo, encontramos composições que transitam entre o Death e o Thrash Metal, boas inserções melódicas e vigorosas doses de Rock, Punk e Hardcore, memorando vez ou outra, titãs como; Vader, Six Feet Under e Entombed (do “Wolverine Blues” para frente).

O instrumental é deveras básico, “redondinho” e por vezes, previsível; os guitarristas Christian Busch e Markus Merfeld, junto ao batera Timo Zenner vão bem em suas respectivas áreas – baixo? Não ouvi, infelizmente.
Os disco funciona bem, convence e convida a banguear, mas esbarra em dois problemas, o primeiro é falta de composições marcantes como: “Amok”, “Der Panther “, “Stosstrupp”, a faixa titulo e “Der Traum”, não que as demais sejam medíocres, mas falta algo, mais “punch”, talvez. O segundo problema é o idioma, já que todas as faixas são cantadas em alemão, não que seja ruim, mas tal decisão limita tanto a banda, quanto o possível público que pode ser angariado pela mesma, algumas composições em inglês cairiam bem e ajudariam os barões do Terrible Headache a alçar vôos mais altos e merecidos.

Um disco bom, mas por hora, nada mais que isso.

Fábio Miloch

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