The 69 Eyes – Fabrique Club, São Paulo/SP (31/08/2025)
Produção: New Direction Productions
Assessoria: Tedesco Comunicação & Mídia
Texto por Ana Clara Clareou Salles
Fotos por Alessandra Rosato
Aparentemente, 2025 está sendo o ano de receber várias bandas que se apresentaram no (ex) Summer Breeze de 2024. Lacuna Coil, Carcass, Exodus e, agora, o The 69 Eyes.
Com uma única data no país, os fãs dos Helsinki Vampires lotaram o Fabrique, que também recebeu duas bandas brasileiras responsáveis pela abertura: Drama e When I Die.
Às 17h30, um inusitado Haddaway e seu clássico “What Is Love?” tomou conta das caixas de som, anunciando a entrada do Drama, banda carioca que já havia aberto para o Deathstars em 2023. Com o público ainda se acomodando na pista, o grupo apresentou um som que mescla industrial, darkwave, post-punk e uma pitada de EBM. “Obrigado” e “O Monstro” foram alguns dos destaques da apresentação.
Na sequência, foi a vez do When I Die, banda que vem se consolidando cada vez mais na cena gótica. Alternando músicas próprias como “Pills”, “Doomsday” e “For You in Hell”, ainda encontraram fôlego — e que fôlego! — para entregar um cover poderoso de “Hells Bells”, do AC/DC, e o hino “Lucretia My Reflection”, do Sisters Of Mercy. Menção honrosa para Juliana Chacon, vocalista que mostrou uma potência vocal perfeitamente encaixada com os vocais de Johnny Monster. É sempre gratificante ver bandas brasileiras explorando esse universo sonoro.
Com os ânimos aquecidos e a casa cheia, finalmente foi hora de receber os finlandeses do The 69 Eyes. Jyrki, Bazie, Timo-Timo, Jussi e Archzie trouxeram um set recheado de clássicos, onde o público cantou em uníssono hits como “Devils”, “Feel Berlin”, “Betty Blue” e tantos outros que consolidaram sua carreira como um dos maiores nomes do gothic rock mundial. A empolgação também se manteve com músicas mais recentes, como “Gotta Rock”, “Drive” e “I Love the Darkness in You”.
Com presença de palco impecável, o show seguiu sem pausas ou problemas técnicos — quem esteve no Summer Breeze Brasil na época sabe do que estou falando. O set ainda reservou surpresas para os fãs das antigas, como “Hevioso” e “Wasting the Dawn”, relíquia que integra o terceiro disco da banda.
O bis contou com participação especial: nosso “Papito Vampire” Supla se juntou ao grupo para um excelente cover de “I Just Want to Have Something to Do”, dos Ramones. Mas ainda faltava o maior dos maiores sucessos.
“U WANNA ROCK?” Foi com essa pergunta que começou o encerramento da noite. É claro que a plateia sabia o que estava por vir. “Lost Boys” foi, seguramente, o ponto alto do show e um desfecho digno de uma banda que segue fiel ao seu estilo — e, por isso, continua capaz de lotar uma casa de shows em pleno domingo à noite. Sorte a nossa.
Setlist:
Devils
Feel Berlin
Perfect Skin
Betty Blue
Gotta Rock (cover do Boycott)
Still Waters Run Deep
Drive
Hevioso
The Chair
Cheyenna
Never Say Die
Gothic Girl
Wasting the Dawn
I Love the Darkness in You
Brandon Lee
I Just Want to Have Something to Do (cover do The Ramones com Supla)
Dance d’Amour
Lost Boys

