
The Dead Daisies – “Holy Ground” (2021)
Sound City Records
#AOR, #HardRock, #HeavyMetal
Para fãs de: Deep Purple, Beatles, Glenn Hughes, Bad English
Nota: 9,5
Já dizia o saudoso humorista Mussum, “CACILDIS”! Esse disco do The Dead Daisies é excelente! É muito legal poder conhecer novos trabalhos dentro da cultura rocker, através do amigo e boss, Johnny Z.
O The Dead Daisies apresenta em seu quinto álbum, um Hard Rock moderno – com algumas pitadas de AOR, sem nenhum tipo de clichês do gênero. A banda é um super projeto do vocalista / baixista Glenn Hughes, que fez história no Black Sabbath, Deep Purple, Phenomena e na carreira solo do guitarrista John Norum, do Europe. Ao lado do músico, estão os guitarristas Doug Aldrich (Whitesnake e Dio) e David Lowy (Mink, Red Phoenix) e o baterista Deen Castronovo (Journey, Bad English e Hardline).
“Holy Ground (Shake the Memory)” – que começa os trabalhos, nos mostra qual é a proposta da banda: música com alta qualidade, bons solos de guitarras e refrão cativante. “Like no Other (Bassline)”, a segunda faixa, tem como maior destaque a linha de baixo de Glenn Hughes, aliás, as quatro cordas são citadas no título da música e são executadas com maestria.
“Saving Grace” é cadenciada e muito bem executada, e ao ouvir a primeira estrofe, tive a impressão de que a música teria influência no som de Seattle, em bandas como Alice in Chains ou Soundgarden, porém, o aspecto grunge perde espaço no refrão, que é totalmente Hard Rock.
O clima setentista do disco fica por conta de “Come Alive”, que tem em sua estrutura influência do clássico “Come Together” dos Beatles – principalmente na execução das estrofes, porém, o refrão é cativante, o que enterra a cadência do hit do Quarteto de Liverpool. Outro som mais ‘retrô’ fica por conta da regravação de “30 Days in the Hole”, da lendária banda Humble Pie.
“Far Away” encerra Holy Ground com um clima leve, de balada – sendo esta a música mais diferente do disco. O The Dead Daisies é a prova de que as lendas do hard rock continuam vivas e capazes de apresentar algo extremamente novo.
Bruno Duarte





