SPV Steamhammer
#HardRock, #ClassicRock
Nota: 9,5
Não sei se vocês leitores têm a mesma impressão que eu, mas acho que aquele Rock N’ Roll energético, “sujo” e divertido deu lugar a coisas polidas, limpas e comportadas demais que, as vezes, chega a dar sono. Pois bem, se você tem esta mesma imagem que a minha, o The Dead Daisies é o grupo que veio trazer um pouco do passado ao presente e salvar nossas pobres almas.
O supergrupo formado por uma verdadeira constelação de músicos, Doug Aldrich (Whitesnake/David Coverdale/Ronnie James Dio), guitarra, David Lowry, guitarra, Brian Tichy (Ozzy Osbourne/Foreigner), bateria, Marco Mendoza (Thin Lizzy/Whitesnake), Baixo e John Corabi(Motley Crue) no vocal., mostra que estão aqui para simplesmente chutar bundas desde a abertura com “ The Long Way até o final com “ Midnight Moses (The Alex Harvey Band), a festa é mais que garantida e é impossível não ficar imaginando como é estar num show desses caras.
O álbum passeia entre material de dois álbuns do grupo, “Revolución” (2015) e Make Some Noise (2016), e a diversificação no tracklist vem com covers de bandas dos anos 60/70 mostrando que manter as raízes é sempre muito importante. O início do disco é matador e marcante se mostrando crucial para o ouvinte mais desavisado entender como se deve ser um show, com a adrenalina lá em cima e todos cantando juntos os refrões a pleno pulmões. Muitas músicas ficaram mais pesadas ao vivo, é o caso de “Song And A Prayer”, “We All Fall Down”, “Fortunate Son” (Credence Clearwater Revival) e “Lock N’Load”, mas é impossível não destacar “Join Together” (The Who) onde a banda incendeia os fãs e coloca a casa abaixo.
Aqui o que não falta é riffs magistrais da dupla de guitarristas, solos cheios de feeling, os backing vocals bem encaixados e dando um charme a mais.
Vale e muito colocar este álbum para seus pais, avós e tios, as versões matadoras de músicas dos The Beatles, Grand Funk Railroad e trechos de Led Zeppelin, onde deixaram eles com aquele sorriso no rosto e lhes trarás velhas lembranças e o mais importante, mostrar que seguimos o caminho certo, o caminho da boa música.
Compre o álbum, pegue umas cervejas, chame os amigos e ouça no volume 11.
William Ribas
