The End A.D. – “Scorched Life” (2017)

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The End A.D. – “Scorched Life” (2017)
Massacre Records
#Hardcore#Metal

Nota: 7,0

A banda diz que pratica um Hardcore/Metal. Mas o que ouvimos ao longo das doze faixas presentes em “Scorched Life”, apresenta mais semelhanças com o Thrash Metal. E muito disso se dá, além da sonoridade do grupo, pelo vocal de Otto Luck, que guarda muitas semelhanças com o vocal de Bobby “Blitz” Ellsworth, do Overkill, e também por mostrar ao lono do cd, uma boa versatilidade. Já as guitarras trazem influências que vão desde o momento atual, até nomes como o já citado Overkill, além de Voivod, entre outros. Você deve estar pensando: Mas que diabos deu essa mistura toda? E eu respondo: Um som que se não vai mudar o mundo do metal (e quem disse que precisa, não é mesmo?), pelo menos garante bons momentos de diversão. Mesmo que na maioria das vezes, careça de personalidade.

Formada em 2014, o álbum de estréia foi gravado pelo vocalista Otto (substituído por Ami Friend), pelo guitarrista Paul Juestrich, pelo baixista Paul Orkin (que substituiu Dave Carr) e pelo baterista Lori Savadove. São doze faixas, em sua maioria, curtas, que tem seu maior destaque no trabalho das guitarras. Bem gravadas, elas guiam o trabalho que acaba, de certa forma, por atirando em várias direções. E isso determina que as composições, que mostram peso e boas idéias, terminem se “perdendo” em alguns momentos. Dentre elas, podemos destacar positivamente “Wendy O. Willians”, que segue uma linha mais direta, “Germs Burn”, “Voyage of the Damned” e “Crawling From the Wreckage”. Não á toa, faixas que não “inventam”. Já pelo lado negativo, temos a faixa de abertura “Infinite Jest”, que tinha tud para ser uma grande faixa, mas se perde em idéias que não encaixaram de forma harmoniosa na composição. Assim como “Day of the Locust” e “From The Destryer-Killing Floor”.

De toda a forma, “Scorched Life” não é um trabalho ruim. Como dito antes, o grupo possui boas idéias, mas precisa repensar certos arranjos e injetar (ou deixar fluir) sua personalidade de forma mais expressiva. Esperemos pelo próximo trabalho, que irá contar com os novos integrantes, para ouvirmos o que a estrada e o tempo farão com o grupo.

Sergiomar Menezes

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