The Hellacopters – “Eyes Of Oblivion” (2022)

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The Hellacopters“Eyes Of Oblivion” (2022)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#HardRock, #RockNRoll, #ClassicRock

Para fãs de: Lucifer, Guns N’ Roses, Rival Sons

Nota: 8,5

Se tem uma coisa que precisa estar ligada ao Rock N’ Roll é a despretensão. Ainda que muitas vezes isso soe um tanto quanto falso, a despretensão mostra muito o valor de uma banda do estilo. Claro que não estamos falando aqui de álbuns mal gravados, desleixados ou até mesmo feitos de forma largada. A despretensão aqui é aquela que onde o guitarrista pluga a guitarra, abre uma cerveja e manda ver no som, sem olhar pros lados pra ver se a geração “plataformas digitais” tá preocupada com o que vai acontecer. “Eyes Of Oblivion”, novo álbum do The Hellacopters traz exatamente esse tipo de sensação. Rock N’ Roll sem modismo, voltado pra diversão e despojamento e, arrisco aqui, mostra o melhor álbum do grupo desde “High Visibility” (não que os outros sejam ruins, mas esse tinha uma pegada mais visceral).

Sétimo álbum de estúdio do grupo e o primeiro após 14 anos de “parada”, o trabalho mostra uma banda selvagem, cheia de energia e com muita vontade de fazer seu som como nos velhos tempos. Nick Andersson, vocalista e guitarrista líder e fundador do grupo, continua com seus vocais característicos, com aquele timbre bem próprio e pessoal, o que fica nítido já na ótima faixa de abertura, “Reap A Hurricane”, que traz guitarras bem típicas e uma bateria criada nas bases dos anos 70. E tome Rock N’ Roll abafado em “Can It Wait”, um momento voltado a sonoridade mais anos 70 do grupo. Mas você vai dizer: e quando essa sonoridade não está presente? E, preciso concordar com você…

“So Sorry I Could Die” tem uma levada blues, outra grande influência do grupo capitaneado pelo ex-baterista do Entombed. Assim como a “rocker” faixa título, mostrando a capacidade de composição de Nick, que, sejamos sinceros, parece inesgotável (vide o sem-número de bandas que ele integra e é compositor como Lucifer e o Imperial State Electric, para citar apenas dois).  Podemos citar outros bons momentos como “A Plow And A Doctor”, com aquele pianinho esperto, a acelerada “Positively Not Knowing”, “Tin Foil Soldier” e sua linha 70’s, “Beguiled”, com um belo trampo de guitarras e “Try Me Tonight” que fecha o álbum com a vibração lá em cima.

“Eyes Of Oblivion” é um álbum feito para todo fã de Rock. E espero que o grupo não demore mais 14 anos para lançar algo. Pois, pelo que temos visto e ouvido ultimamente, o mundo precisa, e muito, do The Hellacopters.

Sergiomar Menezes

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