Nuclear Blast
#ClassicRock , #HardRock , #HeavyMetal
Nota: 9,5
“Amber Galactic” é o terceiro álbum da banda sueca The Night Flight Orchestra. E se nos dois álbuns anteriores, “Infernal Affairs” (2012) e “Skyline Whispers” (2015), o grupo formado por Björn Strid (vocal, Soilwork), David Andersson (guitarra, Soilwork), Sharlee D’Angelo (baixo, Arch Enemy, Spiritual Beggars, entre outros), Jonas Källsbäck (bateria, Mean Streak) e Richard Larsson (teclados), já trazia uma bela mistura entre o hard/heavy dos anos 70/80 e uma sonoridade próxima ao pop do mesmo período, aqui a banda foi praticamente perfeita ao dosar de forma eficiente todos esses elementos.
Mesmo que seja encarado por muitos como um “projeto”, o grupo é bem mais do que isso. Aliás, se analisarmos os grupos originais de cada integrante, veremos que uma das palavras para definir esse álbum é genialidade. Sim, pois as bandas de cada membro, primam pelo peso e agressividade. Só que no TNFO, o negócio tem personalidade própria, onde as influências de cada um surgem sem nenhum tipo de receio. Pode-se ouvir até mesmo, algo de The Police em certos momentos!
Composto por dez faixas “Amber Galactic” está sendo lançado pela Nuclear Blast, e foi uma bela sacada da gravadora que assinou com o grupo em 2016. Músicas que não se prendem à estilos pré-determinados, ou que lembrem, mesmo que remotamente, aos grupos de seus integrantes, mostram o talento de todos os músicos envolvidos, mas é preciso dizer, se você faz parte da ala radical que acha que a música verdadeira precisa de amarras e que os horizontes musicais precisam de limites… passe longe, mas muito longe desse disco! Aqui o negócio é deixar o ‘feeling’ rolar e como diria o mestre Glenn Hughes: “Feel the Music”!
Desde seu início com a sensacional “Midnight Flyer” (que em sua introdução traz uma narrativa feminina em português), onde os teclados criam um clima sensacional, deixando com que a melodia ganhe ares próximos do hard/heavy dos anos 70, passando por composições como “Gemini” (com um acento Pop que deu um “molho” especial à faixa), “Sad State of Affairs” (que música sensacional, com um verdadeiro show de interpretação de Björn Strid, provando que não é preciso notas altíssimas ou grandes arranjos vocais para emprestar à música o que ela precisa), com uma “paradinha na metade da faixa nos remetendo ao já citado The Police. “Domino”, que poderia tranquilamente estar em qualquer álbum lançado nos anos 70 por algum artista da Motown Records, “Josephine” (Pop/Rock na medida exata), até o encerramento com “Saturn in Velvet”, temos uma verdadeira aula de como o talento, quando à serviço da música, funciona, independente do gênero em questão.
“Amber Galactic” é um álbum para ser ouvido livre de preconceitos. Assim, como nos trabalhos anteriores, o The Night Flight Orchestra mostra classe e categoria, mesmo que praticando um estilo “deslocado” daquilo que seus membros fazem em seus grupos de origem. Quando comecei essa resenha a nota inicial era 9,0. Mas depois de ouvir novamente, não teve como não modificar. Um dos melhores lançamentos do ano, sem sombras de dúvida!
Sergiomar Menezes
