The Night Flight Orchestra – “Sometimes The World Ain’t Enough” (2018)
Nuclear Blast
#ClassicRock, #HardRock, #HeavyMetal
Para fãs de: Horisont, Audrey Horne, H.E.A.T
Nota: 9,5
E, cerca de um ano após o excelente “Amber Galactic”, o espetacular grupo The Night Flight Orchestra lança o não menos sensacional “Sometimes The World Ain’t Enough”! Sim, não há outra palavra que melhor defina esse novo álbum do supergrupo formado por Björn Strid (vocal, Soilwork), David Andersson (guitarra, Soilwork), Sebastian Forsund (guitarra, percussão), Sharlee D’Angelo (baixo, Arch Enemy), Jonas Kälsbäck (bateria, Mean Streak) e Richard Larsson (teclado), pois não apenas conseguiram manter o nível do trabalho anterior, mas trouxeram alguns novos elementos que deixaram o disco ainda mais consistente e versátil!
Podemos ouvir o que de melhor foi feito na música dos anos 60, 70 e 80, mas com uma cara bem atual. E agregando a isso as características dos músicos envolvidos, que trazem o hard rock, o heavy metal e o classic rock, de forma genial. As composições continuam com aqueles climas vibrantes, mas o teclado de Richard Larsson acaba se destacando em muitos momentos, como na faixa de abertura, “This Time”. Ouça e me diga, tem como uma composição dessas não ser chamada de espetacular? Björn Strid canta de forma limpa, mas acaba, em alguns momentos deixando extravasar a veia heavy metal de sua voz. E o que dizer de “Turn To Miami”, que mostra uma linha setentista, quase “disco”, cheia de passagens ótimas de baixo e bateria? Sem dúvida, um dos grandes momentos do disco! Assim como “Paralyzed”, que, com toda a sinceridade, fará você pensar que não são músicos de Heavy Metal que gravaram, quem dirá que criaram uma faixa assim.
A faixa título traz guitarras mais à frente, mas que deixam o teclado bem a vontade, criando um clima “pop/dance” (se é que podemos classificar dessa forma), que acaba nos remetendo ao que o Kiss fez em “Dynasty” (1979). Já “Speedwagon” traz uma certa melancolia em sua execução, mas passa longe de ser considerada uma faixa sombria. A dupla David e Sebastian possui uma afinidade rara, pois mostram que se encaixam perfeitamente em bases e solos que mergulham fundo nos anos 70. Outro grande momento é “Lovers in the Rain”, uma faixa que põe á prova o talento de Bjorn, que se mostra um excepcional vocalista. “Can’t Be That Bad” mostra o ótimo entrosamento entre Sharlee e Jonas, que mostram enorme versatilidade. “Pretty Thing Closing In”, como no trabalho anterior poderá agradar aos fãs da Motown. “Barcelona” com suas guitarras bem timbradas e levada contagiante é outro momento grandioso. O encerramento vem com “The Last of the Independent Romantics”, onde Bjorn faz uso de u vocal mais agressivo, dando um contraste interessante a composição, uma vez que a faixa passeia pelo pop/rock com classe e bom gosto.
Mais uma vez, o The Night Flight Orchestra mostra que sempre que se coloca a música em primeiro lugar, o resultado é esse. Um álbum sensacional, que não pode ser colocado dentro de um estilo específico, uma vez que temos aqui de tudo um pouco. Mesmo que fuja do Heavy metal, podemos perceber, principalmente nas guitarras, que o estilo exerce influência nas composições do grupo. Um trabalho indicado a todo fã da boa música. Acabo sendo repetitivo ao falar dessa banda, mas não tem como ser diferente. o TNFO é um dos grupos mais legais da atualidade e mais uma vez, estará na lita de melhores do ano deste que vos escreve!
Sergiomar Menezes
