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The Quill – “Master Of The Skies” (2026)

The Quill – “Master Of The Skies” (2026)

Metalville
#HeavyDoom #DoomStoner

Para fãs de: Black Sabbath, Spiritual Beggars, Mustasch

Texto por Cristiano Ruiz

Nota: 9,0

Em 08/05/2026, o selo Metalville lançou Master of the Skies, décimo álbum completo da discografia do The Quill, banda sueca Heavy/Doom/Stoner. Atualmente, Jolle Atlagic (bateria), Christian Carlsson (guitarra), Magnus Ekwall (vocal) e Roger Nilsson (baixo) formam o quarteto da cidade de Mönsterås/ Kalmar. O novo registro saiu pouco mais de dois anos após seu antecessor, Wheel of Illusion, o qual igualmente tive o prazer de resenhar.

Introduzindo The Quill

Assim que ouvi The Quill pela primeira vez há dois anos, fiquei com a nítida impressão que era tão somente uma homenagem ao Black Sabbath clássico. Porém, com mais audições, meu horizonte de visão se ampliou em relação ao trabalho da banda.

Master of the Skies, excelente desde o início

Ouvir a faixa título de seu atual lançamento, “Master Of The Skies”, pela primeira vez, certamente, causa a mesma reação que tive em um ouvinte despreparado. Eu, como já conhecia mais profundamente, não me prendi a tais semelhanças, mas sim aos riffs e a poderosa melodia dessa canção que abre o registro de maneira magistral.

Em seguida, “Dark City” consegue agradar mais que a faixa que antecede, mesmo que essa seja uma tarefa não tão fácil. Além disso, me sinto na obrigação de destacar o fabuloso solo de Carlsson.

Tudo muda absolutamente em “You Can Not Kill My Soil”, uma faixa com potencial comercial, pois temos aqui um mergulho de cabeça dentro do universo 70’s. Ora balada ora pesada, essa música em si é a melhor definição possível de Stoner Rock. Ou seja, desse ponto em diante, aquela impressão Black Sabbath desaparece quase que completamente. Ainda assim, ela tornou-se rapidamente a minha favorita desse disco.

Magnus Ekwall, cantando com a alma

Em “It’s Over”, Magnus Ekwall transborda sua alma através de sua voz, tornando a audição ainda mais sedutora. Nela, da mesma forma, me refiro a linha de baixo de Nilsson. A balada guitarra e voz “Son Of Light” é mais um dos pontos altos da obra, ainda que tenha menos de dois minutos de duração.

A vibe de calmaria se desfaz tão logo os riffs pesados de “If Tomorrow Never Comes” acariciam os tímpanos com o ritmo variado, preciso e competente, comandado pelas baquetas de Atlagic. Em suma, os quatro músicos dominam a arte do que se propõe a fazer e isso é só o que o Rock e Metal precisam para serem marcantes.

Passando a régua e fechando a conta desse belíssimo disco

“Now You Are Gone” tem uma pegada bem parecida com “Son Of Light”, contudo, cada uma delas, em seu específico momento, é essencial para o contexto musical do álbum.

Sabe aquela atmosfera “Iommi Black Sabbath” que estava de folga? Pois então, a mesma volta a aparecer em “Light Turn Low”, que foi single do disco, ganhando, inclusive, uma versão em videoclipe.

Belíssima composição, The Quill acertou em cheio em usá-la como single, já que todos os integrantes tiveram performances perfeitas nela.

Enquanto “You Can Not Kill My Soil”, como eu disse, define o Stoner/Rock de melhor forma no disco, “Mastodon” o faz em relação ao Doom. Fãs de Doom se identificam com faixas longas e arrastadas, desde que sejam empolgantes e nesse ponto temos uma que fomenta tal empolgação. Com quase seis minutos, ela ganha velocidade e o resultado fica ainda melhor. Inegavelmente, esse som me convenceu.

A faixa título ganha uma reprise, mais amena e com menor duração, encerrando, dessa forma, o décimo segundo full lenght da discografia do The Quill.

Grattis, The Quill, ännu en gång, till ännu en utmärkt utgåva. Fortsätt med det goda arbetet!

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