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The Three Tremors – “The Three Tremors” (2019)

The Three Tremors – “The Three Tremors” (2019)
Steel Cartel Records
#HeavyMetal#PowerMetal

Para fãs de: Judas PriestJag PanzerDenner / ShermannMercyful Fate

Nota: 7,5

Quem viveu a década de 2000 deve lembrar-se que Bruce Dickinson, Rob Halford e Geoff Tate divulgaram a intenção de realizar um projeto com músicas cantadas e compostas por eles sob o nome de “The Three Tremors”, uma referência aos famosos tenores clássicos, Plácido Domingo, José Carreras e Luciano Pavarotti. Recentemente, Bruce Dickinson deu uma entrevista afirmando que sua formação ideal para o projeto seria com ele, Halford e o saudoso Ronnie James Dio, porém divergências entre eles e empresário acabaram afundando um projeto que infelizmente nunca saiu do papel. Agora, quase duas décadas depois, 3 vocalistas retomam o projeto repetindo não apenas o nome, mas também o formato.

Para quem ainda nunca ouviu falar, “The Three Tremors” é um projeto que envolve 3 vocalistas de Heavy Metal. São eles: Tim Ripper Owens (ex-Judas Priest, ex-Iced Earth), Harry “The Tyrant” Conklin (Jag Panzer) e Sean Peck (Denner/Shermann, Warrior). Se os nomes aqui apresentados não ostentam o mesmo prestígio do projeto inicial citado acima, é no mínimo interessante vermos a cena se movimentando e buscando novas opções para os headbangers.

O que constatamos ao ouvir com atenção todas as 12 faixas é que temos excelentes composições, banda de apoio de primeira linha, mas em todas as músicas há excessos de gritaria. Sabe a sensação de que os caras podiam ter cantado mais e gritado menos? Pois é, essa é a (até certo ponto!) decepcionante constatação.

A faixa de abertura, “Invaders from the Sky” tem um fantástico som de bateria, riffs fortes e pesados, e gritos em demasia. No mesmo tom exagerado nos agudos seguem “Wrath of Asgard”, “The Cause”, “King of the Masters” e a cheia de efeitos “The Pit Shows no Mercy”.

“When the Scream Fades” é a melhor do trabalho. Começa naquele clima de balada e depois descamba com riffs complexos e uma atuação segura do trio vocálico, sem maiores exageros e agudos. Só essa já vale dar aquele confere no álbum inteiro.

Em “Bullets for the Damned” e “Sonic Suicide” (com um riff daqueles para se ouvir repetidamente), o trio parece um pouco mais comedido que nas demais. A bela interpretação de Conklin no início de “Fly or Die”, é um dos raros momentos em que um deles se destaca individualmente.

Não basta ser Heavy Metal para curtir o álbum. As músicas são boas, pesadas, mas os exageros citados nesse texto impedem uma nota maior. A longa duração de quase uma hora, faz a audição completa soar um tanto quanto cansativa. Mesmo assim, vale uma conferida pela ousadia e originalidade do projeto.

Mauro Antunes

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