Throw Me To The Wolves – “Days of Retribution” (2025)
Independente
#MelodicDeathMetal #Deathcore #Metalcore
Para fãs de: In Flames, The Haunted, Soilwork
Texto por Mauro Antunes
Nota: 9,0
É comum, ao apertarmos o play para ouvir uma banda nova, ficarmos com aquele pé atrás, típico de quem não sabe o que esperar. No caso do Throw Me To The Wolves, isso não aconteceu. Tive a oportunidade de vê-los ao vivo no começo do ano em São Paulo, no festival Dark Dimensions Fest, que teve a Nervosa como headliner. O show foi uma verdadeira paulada na cara, com uma execução impecável. A energia da banda é contagiante! Pena que Days of Retribution só foi oficialmente lançado quatro meses após esse evento.
Em todas as 10 faixas, é possível ouvir o típico metal sueco de Gotemburgo, com requintes de crueldade, tamanha a potência e vibração que a banda imprime em cada riff. Um exemplo disso é “Gaia”, faixa espetacular que conta com a participação de ninguém menos que Björn ‘Speed’ Strid (Soilwork, Act Of Denial). Apesar de não ser muito adepto de intros, achei que “Genesis” cumpriu bem o papel de aquecimento para as poderosas “Chaos” e “Tartarus”.
Outro destaque é “Nyx”, que traz um categórico dueto vocal entre Diogo Nunes e Karina Menascé — faixa que claramente merecia um videoclipe. “Awakening the Demons” apresenta uma levada mais tradicional, fugindo um pouco do lado extremo e quase caminhando para o Hard/Heavy. É interessante perceber que a banda pode, sim, se arriscar por outros caminhos. Outros ótimos momentos estão na faixa-título e na cacetada chamada “Gates of Oblivion”; os urros de Diogo Nunes são capazes de levantar qualquer defunto.
Days of Retribution pode não ser propriamente original, mas, em termos de metal nacional, a banda é sim — e de forma contundente! A pegada diferenciada de um grupo que claramente bebeu nas fontes do metal sueco finalmente chegou ao Brasil, deixando seu rastro de ódio e destruição.
Felizmente, terei a chance de revê-los ao vivo em dezembro, como uma das bandas de abertura do show do Torture Squad. Neste dia, além de, quem sabe, ouvir o disco na íntegra, espero também adquirir minha cópia física deste ótimo trabalho. Que venha logo!




