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Tom Keifer – “Rise” (2019)

Tom Keifer – “Rise” (2019)
Cleopatra Records
#HardRock#RockNRoll

Para fãs de: CinderellaAerosmithThe Rolling Stones

Nota: 8,5

Há alguns meses, Tom Keifer declarou que por “n” motivos, o Cinderella, banda que o fez famoso, não existe mais. Pode ser que não exista mais fisicamente como banda, mas o espirito dela está muito vivo no seu novo trabalho solo, “Rise”.

Tom sempre foi o principal músico /compositor da banda. Ele poderia muito bem ter feito um “catadão” de músicos competentes, manter o nome Cinderella e ganhar uns trocados tocando os velhos clássicos como “algumas” (entre aspas, pois são várias) bandas fazem. Ao contrário disso, ele manteve a sonoridade e se joga de vez em carreira solo. Muitos pontos para Keifer por isso.

Mas vamos ao disco que é o que interessa: “Rise” é um excelente álbum de Hard Rock, não festeiro, mas aquele hard calcado nos anos 70. Assim como o Cinderella, muito mais para Led Zepellin/Aerosmith do que para Kiss, usando um exemplo rasteiro. “Touching The Devine” abre os trabalhos com aquele slide guitar característico e um ‘rockão’ arrasa-quartel-inimigo. Em seguida “The Death Of Me”, já bastante divulgada através de um vídeo bem bacana. Parecida com “Night Songs”, certo? Não, ela é MUITO parecida, mas desde quando assisti o vídeo pela primeira vez, confesso que fiquei ansioso pelo álbum, pois trata-se de uma faixa muito forte e um dos (vários) destaques do disco.

“Wainting On The Demons” é a terceira faixa e nela temos mais um belo exemplo de um dos maiores dons de Tom: belíssimas baladas semi-acústicas. Um inicio violão e voz de arrepiar, afirma mais uma vez que a despeito de todos os problemas com as cordas vocais que ele teve no passado, ele segue interpretando muito bem suas composições com seu vocal característico e que se reconhece a quilômetros.

Apenas por estas três músicas iniciais a longa espera de seis anos desde o lançamento do seu álbum solo “The Way Life Goes” (2013) já teria valido a pena. Mas temos 11 músicas e a quarta é “Hype”, e aquele ‘hardão’ estilo Aerosmith fase “Rocks” se faz presente. “Untitled” vem a seguir, uma faixa um pouco mais sombria e também pesada, enquanto a faixa titulo “Rise” é outro grande momento: Envolvendo piano, coros estilo gospel e Tom Keifer arregaçando no vocal, esta faixa com cara de balada-arena, nasceu para ser tocada ao vivo.

Segue a audição e chegamos em “All Amped Up” e essa musica é um cruzamento perfeito entre Cinderella/Rolling Stones e podeira estar muito bem no álbum “Heartbreak Station” (1990). Enquanto a próxima “Breaking Down” é a mais “bluseira” do álbum, “Taste For The Pain” é a mais introspectiva, algo que pode lembrar um pouco Bruce Springsteen, mas totalmente ao modo Tom Keifer. Para finalizar, temos a ultra-rocker “Life Was Here” e a acústica ” You Believe In Me”, que fecham o álbum em alto estilo.

Desde o surgimento do Cinderella em 1986, se podia notar que a banda tinha um grande diferencial em relação a maioria dos seus colegas do “Hair Metal”. Eles soavam diferentes. E o diferencial se chama Tom Keifer. E ele está com todo seu talento e espirito, fazendo o que sabe de melhor neste “Rise”. Ouça sem moderação e de preferência em alto e bom som.

José Henrique

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