Toy Dolls – Carioca Club, São Paulo/SP (16/09/2023)

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Toy Dolls – Carioca Club, São Paulo/SP (16/09/2023)

Produção: Powerline
Assessoria: Tedesco Comunicação & Mídia

Texto por Johnny Z.
Fotos por André Tedim
(@andretedimphotography)

A noite de sábado no Carioca Club, em São Paulo, foi marcada por performances musicais memoráveis. O Skamoondongos, liderado pelo vocalista Axl Rude, abriu o show com uma seleção de músicas que incluiu sucessos como “Ocupar E Resistir” e “Bella Ciao“, além de um cover para “Medo” (Cólera) e “2 Tons” da banda Subtones, dedicada ao baixista do Ultraje a Rigor, Mingau, que foi baleado recentemente e ainda continua em estado grave.

Incluindo críticas políticas, a banda conseguiu animar a pista com sua híbrida mistura de Ska, Punck Rock e um trio impressionante de metais, além de suas críticas sociais e políticas por todo o set.

Um show bem agradável, cheio de energia e que contagiou a plateia que já estava em grande número. Quem não assistiu, ou achou melhor ficar lá fora (no desrespeito) esperando o Toy Dolls, perdeu uma BAITA apresentação!

No entanto, a verdadeira explosão de energia ocorreu quando o Toy Dolls subiu ao palco. Michael Olga (vocal/guitarra), Tommy Goober (baixo) e The Amazing Mr. Duncan (bateria) encantaram a multidão com seu humor peculiar, músicas icônicas e uma performance eletrizante que, por conta da excelente qualidade de som e iluminação, uniu os astros para uma noite quente, mas inesquecível.

O público se divertiu demais logo no início da apresentação com um “Happy Birthday” – devido as comemorações de 40 anos da banda -, seguido por um rápido trecho, prontamente retirado na ‘marra’ de “Hello”, clássico pop de Lionel Richie, já deixando claro que o teor ácido do humor prevalece intacto desde os primórdios. Isso sem contar na abundância de cores nos figurinos dos músicos que fazem parte da identidade visual da banda (se alguém ousar em falar algo como Restart, ajoelhe no milho por uma semana!).

À medida que o show avançava, o público se envolveu e literalmente se entregou de corpo e alma para a ocasião, esquecendo-se totalmente do calor, lotação (que não foi em nenhum momento um problema, pelo contrário), problemas ou até mesmo dores no corpo, já que a quantidade de senhores e senhoras com seus cabelos grisalhos na plateia era (bem) grande (risos).

Foi uma festa com uma enxurrada de clássicos/hits, onde cada um deles foi cantando por todos como se fosse o último dia de suas vidas (até mesmo as partes de guitarra). “Fiery Jack”, “Cloughy Is Bootboy”, “Bitten By Bed Bug”, “Fisticuffs in Frederick Street” (quem ai não canta ‘Buscapé! Buscapé!?), “Benny The Boxer”, “Dougy Giro” (simplesmente uma das mais ovacionadas na noite), “I’ve Got Asthma”, “Spiders In The Dressing Room”, “Lambrusco Kid” (com direito a um falso garçom levar garrafas de diversos tamanhos para um Olga com muita sede, culminando numa imensa inflável presa a um morteiro de papel picado), etc.

A interação e a sinergia entre a banda e a plateia era notável, com Olga e Tommy comandando a diversão no palco e não parando um instante sequer de pular, agitar e, logicamente, se divertir. Até tivemos distribuição de óculos coloridos para os afortunados na frente do palco!

A atmosfera festiva continuou com momentos como a surpreendente performance de um dos maiores clássicos da banda, “Nellie The Elephant”, que envolveu o público de forma entusiástica, com muitas rodas (aliás, por todo o set!) e celulares filmando (sic!). Seguindo da mesma forma com a também querida “She Goes To Finos”.

O show do Toy Dolls foi uma magnânima celebração MESMO, com um setlist praticamente todo de músicas icônicas/clássicas e uma presença de palco cativante de Olga e o imparável Tommy, que certas horas teve alguns problemas na correia de sustentação do seu baixo, mas que foi tirado de letra por Olga e todos com muita descontração. Foi simplesmente sensacional! Poucas bandas conseguem manter um público como eles até mesmo nessas horas!

Harry Cross (A Tribute To Edna)” como uma marcha punk foi comandada por um Olga completamente extasiado com o clima, energia e a reação do público. Em “Wipe Out”, o tradicional movimento sincronizado onde gira a guitarra e baixo em 360 graus, continuando no compasso certo foi de chorar! Quem acompanha a banda desde os anos 80 sabe o que estou falando! “Dig That Groove Baby”, “Glenda And The Test Tube Baby” e a arrasa quarteirão “Idle Gossip” fecharam a festa, e nessa hora muito marmanjo (senhor) chegou a chorar como criança!

A plateia do Carioca Club lotado e entusiasmado provou que, mesmo após 40 anos, a banda continua a inspirando-nos pela sua energia, carisma e bom gosto. Sem efeitos visuais e sem nenhum tipo de artefato tecnológico, o trio deu uma aula de punk rock eletrizante e como sempre deu outro ‘cala a boca’ para os que insistem em fadar a “nossa boa música’ como morta num mundo cheio de gente metida a influenciador digital, mas com atividade cerebral e intelectual piores que uma azeitona.

Uma noite inesquecível no Carioca Club, com tudo mais uma vez perfeito (som, iluminação, organização, horários cumpridos à risca, credenciamento, etc), onde punk, humor e muita energia se uniram em suor, alegria e uma só voz, provando que a diversão e a música são atemporais, e deixando todos os presentes ansiosos por um possível retorno em breve.

Obrigado Powerline e Tedesco Comunicação & Mídia pelo credenciamento e parceria de sempre.

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