Tremonti – “The End Will Show Us How” (2025)

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Tremonti – “The End Will Show Us How” (2025)

Napalm Records
#AlternativeMetal #ModernMetal

Para fãs de: Alter Bridge, Creed, Trivium, Shinedown, Avenged Sevenfold

Texto por Johnny Z.

Nota: 7,5

Mark Tremonti está de volta ao seu projeto solo com seu sexto álbum de estúdio, The End Will Show Us How, e a primeira impressão é clara: este é um trabalho que combina força, melodia e introspecção de forma consistente. Desde a primeira faixa, “The Mother, The Earth & I”, o disco mostra sua assinatura: riffs pesados que colidem com melodias cativantes, estabelecendo um equilíbrio raro entre agressividade e emoção — algo que Mark consegue fazer com facilidade.

O álbum segue explorando esse território ao longo de faixas como “One More Time” e “Just Too Much”, onde elementos de metalcore aparecem aqui e ali, mesclados a solos técnicos e precisos, provando que Tremonti continua afiado como guitarrista. A faixa-título, “The End Will Show Us How”, se destaca pela cadência rítmica e letras que convidam à reflexão, reforçando a sensação de que estamos ouvindo não apenas música pesada, mas uma narrativa emocional e existencial — algo que já vinha sendo mostrado com excelência nos álbuns Cauterize (2015) e Dust (2016).

A produção, assinada por Michael “Elvis” Baskette, é cristalina e eficiente: cada instrumento tem seu espaço, os vocais de Tremonti soam nítidos, e o baixo adiciona peso à base das composições. Para alguns, essa limpeza pode soar excessiva, trazendo momentos de previsibilidade, mas a execução e a energia da banda compensam qualquer hesitação. É evidente que Tremonti e sua equipe sabiam exatamente o que queriam entregar: um álbum consistente, coeso e envolvente do início ao fim.

Vale destacar também que os lançamentos em que Mark interpretou Frank Sinatra fizeram um bem danado à sua voz, que já era excelente. É nítido que ele canta de forma mais aberta e com alma, trazendo ainda mais presença às faixas deste disco.

Liricamente, o álbum não se intimida. Tremonti aborda arrependimentos, luta interna, o estado do mundo e a busca por redenção com uma qualidade quase espiritual, sem recorrer a dogmatismos. As letras carregam urgência e desejo de transformação, criando uma conexão direta com o ouvinte. É nesse casamento entre peso sonoro e profundidade lírica que o álbum brilha de verdade.

Há momentos de pura energia: “Nails” explode com riffs memoráveis e solos que pedem headbanging, enquanto “All The Wicked Things” encerra o disco com uma mistura de intensidade e experimentação que deixa um gosto de quero mais.

Nem tudo, porém, são flores. É perceptível o uso de fórmulas recorrentes, fazendo com que algumas passagens soem familiares para quem acompanha a carreira de Tremonti. Não é demérito algum um músico revisitar seu próprio estilo, mas é inegável que Mark tem potencial para se renovar ainda mais.

No fim das contas, The End Will Show Us How reafirma o talento de Mark Tremonti, mas não supera seus álbuns anteriores. Mantém o pique? Sim. Soa desgastado? Um pouco. Ainda assim, é um disco feito para ser sentido tanto com o corpo quanto com a mente, entregando riffs poderosos, melodias que grudam e letras que fazem pensar — qualidades nas quais Mark é mestre. Para fãs do metal alternativo e do próprio Tremonti, este álbum cai como uma luva; para quem ainda não conhece seu trabalho solo, é uma boa porta de entrada, embora haja lançamentos anteriores que se destaquem ainda mais.

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