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Tyketto – “Closer To The Sun” (2026)

Tyketto – “Closer To The Sun” (2026)

Frontiers Music | Shinigami Records
#HardRock #AOR

Para fãs de: Bon Jovi, Journey, The Winery Dogs, Kiss

Texto por Caio Siqueira Iocohama

Nota: 7,5

Dez anos após o lançamento de Reach (2016), o Tyketto finalmente quebra o silêncio com Closer To The Sun. Muita coisa mudou na última década, e hoje o grupo é sustentado pela figura central e único membro original, Danny Vaughn. Conhecido por possuir uma das vozes mais resilientes e técnicas do hard rock/AOR, Vaughn entrega aqui um trabalho que, embora não reinvente a roda, mantém acesa a chama melódica que colocou a banda no mapa nos anos 90.

O álbum abre com “Higher Than High”, que traz aquela pegada solar e típica do hard rock oitentista. As guitarras aparecem levemente distorcidas, acompanhando um vocal impecável de Vaughn e backing vocals muito bem encaixados. O destaque curioso fica para o solo de gaita, que dá um tempero especial ao refrão grudento. Logo em seguida, “Starts With a Feeling” aposta no violão como base principal, criando uma atmosfera melódica e “bonitinha”, preparando o terreno para o que virá.

No entanto, o disco sofre com alguns momentos de “piloto automático”. “Bad For Good” e “We Rise” são exemplos de hard rock e AOR genéricos: cumprem o papel, trazem guitarras interessantes e violões limpos, mas não chegam a empolgar o ouvinte mais exigente. A curva melhora com “Donnowhuddidis”, que flerta com o blues e ganha pontos extras pelo excelente acompanhamento de piano ao fundo, adicionando uma textura diferente à audição.

A faixa-título, “Closer To The Sun”, parece beber diretamente da fonte do Bon Jovi moderno (especialmente da fase “Misunderstood”), mas acaba entregando um refrão que carece de brilho próprio. Já “Harleys & Indians (Riders In The Storm)” recupera a animação com uma mistura de violões e guitarras, embora o recurso do “na na na na” no refrão soe um pouco datado até para os padrões do gênero.

O grande ápice do disco chega com “Hit Me Where It Hurts”. Aqui, a guitarra ganha o peso necessário, entregando a melhor composição do álbum, com um refrão que segue a fórmula clássica, mas com energia superior. Para os amantes de baladas, “The Picture” cumpre o protocolo de forma lenta e sensível, destacando-se em meio aos elementos mais pop do restante do material.

Caminhando para o fim, “Far and Away” apresenta uma estrutura bonita e um refrão funcional, enquanto “The Brave” encerra o trabalho de forma morna. Apesar de tecnicamente correta, com violões sustentando a base para a guitarra, a música termina de forma peculiar: apenas vocais em coro e palmas, transmitindo aquela sensação de fim de noite em um bar com amigos.

Closer To The Sun é um álbum honesto de uma banda que sabe exatamente quem é o seu público. Mesmo que peque pelo excesso de fórmulas genéricas em alguns momentos, ainda entrega o conforto necessário para quem sente falta do bom e velho hard rock melódico. É um retorno seguro, mas que prova que o Tyketto ainda tem lenha para queimar.

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