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Venom – “Storm The Gates” (2018)

Venom – “Storm The Gates” (2018) 
Spinefarm Records
#HeavyMetal#PunkMetal#BlackandRoll

Para fãs de: MotörheadHellhammer, Celtic Frost

Nota: 9,0

Eis que, no apagar das luzes do ano de 2018, o Venom lança seu novo álbum de músicas inéditas, “Storm The Gates”. O Venom a que me refiro aqui é aquele capitaneado por Cronos, contando com La Rage (guitarras) e Dante (bateria), formação que permanece junto há praticamente uma década e se mostra bastante energética e coesa neste trabalho.

Havia achado o álbum anterior, “From The Very Dephts” meio sem empolgação, com músicas mal acabadas, dando a impressão de que o lançaram para cumprir tabela e justificar caírem na estrada para tocar os velhos e definitivos hinos da banda – a maior parte deles oriundos da época em que Mantas e Abaddon ainda habitavam esta versão do Venom.

Em termos de produção tosca, a mesma fórmula se repete neste novo trabalho, supostamente com a pretensão de manter a estética suja e orgânica com que o Venom veio à luz em “Possessed”, de 1985. Bom exemplo disto é “I Dark Lord”, que remete àquela época áurea da banda, muito em virtude da levada raivosa que, repaginada em “Black Metal”, daria nome a este estilo musical, que segue mais vivo do que nunca nos dias de hoje.

Mas é claro que não é Black Metal – como o conhecemos hoje – o que escutamos por aqui, sendo consenso que a única coisa que liga este estilo musical ao Venom é o fato de sua principal música lhe ter dado um nome. E só. O que ouvimos é muito mais um rock and roll soturno e pesadão, baseado em riffs que remetem ora ao Heavy Metal Tradicional (“100 Miles To Hell”, “Destroyer”, “Immortal”), ora ao Punk mesclado com Metal (“We The Loud” e em várias passagens de outras músicas) e até, em muitos momentos, ao Metal Industrial do Ministry, com aquelas guitarras pesadas, sujas e aceleradas (“Dark Night [Of The Soul]”, “The Mighty Heaven Fallen”); “Over My Dead Body” é o destaque do álbum, com uma pegada extrema e quebradas mais cadenciadas e refrão tosco e desgracento, remontando a elementos do passado musical do Venom, como em “At War With Satan”.

Abstraindo do saudosismo e ortodoxia dos fãs die-hard, que sempre querem que Cronos ressuscite o que fizera há 30 anos, fato é que temos aqui uma boa coleção de músicas novas do Venom, que valem a pena serem conferidas – especialmente se você também, meio sem saber o porquê, adora a voz curta, gritada, tosca e carismática de Cronos cantando sobre composições simples, mas repletas de atitude e peso. Entre a batalha dos Venoms, meu conselho é que fique com o melhor de ambos. E, esse “Storm The Gates”, é digno de nota.

Wallace Magri

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