Venomous – “Tribus” (EP) (2021)
Brutal Records | Rock Add Records
#DeathMetal, #ProgMetal, #MelodicDeathMetal
Para fãs de: In Flames, Soilwork, Dark Tranquility
Nota: 7,0
Oriunda de São Paulo, a banda Venomous é deveras pitoresca. Pegue aquele típico death metal melódico sueco tipo In Flames ou Soilwork, com algumas pitadas de prog aqui e acolá e adicione também algumas breves sonoridades de música brasileira, você chegará perto do que é o som do Venomous.
Com a formação estabilizada desde 2016 com Tigas Pereira (vocal), Gui Calegari e Ivan Landgraf (guitarras), Alexandre Bonal (baixo) e Lucas Prado (bateria), “Tribus” é um EP com apenas cinco faixas, onde o recado é dado de forma precisa e eficiente. Na minha opinião, o grande destaque deste EP são as guitarras que cospem riffs muitíssimo bem trabalhados e solos incríveis, criando temas e climas bem interessantes.
O vocal de Tigas, embora eficiente no que se propõe, é um pouco previsível e meio que não sai dos clichês do estilo. A cozinha também faz seu trabalho de forma consistente e coesa.
Abrindo o EP, temos “Eerie Land”, com uma introdução que nos remete diretamente ao “Holy Land”, clássico do Angra, com uma levada no piano que deixaria o saudoso André Matos orgulhoso. Com ótimos riffs, um vocal cavernoso e climas variados, o refrão é puro In Flames, que é uma influência direta no som da banda.
Já em “Trinity”, temos uma entrada dedilhada com bons solos e um clima bem interessante, aterrissando em riffs intrincados bem progressivos. Muita variedade nos andamentos e ritmos, e o destaque absoluto são os belíssimos temas de guitarra que contrastam com os vocais agressivos de Tigas.
“Duality”, já entra com um riffão bate cabeça e mais uma vez as linhas melodiosas de guitarras em várias camadas são o destaque em uma música que tem uma sessão no meio extremamente criativa e interessante.
Para finalizar o tracklist original, temos “Unity”, que (para variar) começa com um ótimo trabalho de guitarras em uma música rápida onde o vocal apresenta um pouco mais de variedade, tornando-a a mais interessante do EP. A parte lenta no meio tem um clima bem legal, mostrando bem a criatividade da banda.
Fechando o lançamento nacional da Rock Add Records, temos uma ótima versão ao vivo de “Green Hell” presente somente no CD nacional.
“Tribus” é uma pequena amostra do grande trabalho do Venomous, que nos apresenta um som muitíssimo bem elaborado, linhas de guitarra incríveis e músicas bem variadas que nunca deixam a mesmice imperar. Na minha opinião, caso o vocal arriscasse mais um pouco e tentasse acompanhar o impulso criativo que a banda apresenta em seu instrumental, o Venomous pode soar (ainda) mais interessante do que já soa.
Thiago Barcellos
