Visionoir – “The Waving Flame of Oblivion” (2017)
Independente
#ProgressiveMetal, #ProgressiveRock, #Instrumental
Para fãs de: Animals As Leaders, Anathema, Opeth
Nota: 8,0
O Visionoir é um projeto do multi-instrumentista italiano Alessandro Sicur, pensado inicialmente em 1998, quando lançou uma demo, época em que tinha pegada mais Doom. Apesar dos 20 anos de existência, esse é o primeiro disco completo de estúdio, aqui com uma sonoridade já quase que totalmente voltada para o Prog. Alessandro é quem faz tudo no disco, desde a composição e a execução, até a produção, feita em seu próprio estúdio.
O álbum é instrumental, exceto pelas narrações de poetas clássicos (T.S. Eliot, Dylan Thomas, entre outros) que aparecem em algumas faixas, ajudando a compor um clima meio dark/tecnológico. E devo adiantar desde logo que não é um trabalho recomendado para “não iniciados” no Prog. As constantes “viagens” um tanto psicodélicas, os experimentalismos e a utilização forte de elementos eletrônicos talvez não agradem aos mais tradicionalistas, mas quem é “da área” certamente vai ser divertir.
O disco é bastante fluído, sendo que suas 9 faixas, em cerca de 50 minutos, passam como se fossem uma coisa só. Musicalmente, destaco os cantantes duos de teclado e guitarra, os quais dão a tônica de todo o álbum. Alessandro capricha nas linhas melódicas, que por vezes remetem ao Metal Tradicional, por outras trazem um clima mais melancólico, certamente influência da formação do músico no começo de sua carreira.
Apesar de o disco funcionar organicamente como uma coisa só, como dito, merecem destaque as faixas “Distant Karma”, “7even” e “Shadowplay”. Nessa última, várias melodias me lembraram trabalhos mais recentes do Iron Maiden! Em resumo, um lançamento recomendado pra quem curte Prog e busca inovação e experimentação.
Luiz Gustavo Santos
