Vitalism – “SY” (EP) (2017)
Independente
#ProgMetal, #Djent, #Avantgarde
Para fãs de: Walking Across Jupiter, Extol, Fleshkiller, Their Dogs Are Astronauts
Nota: 10
Sabe arrependimento, daqueles agonizantes? É o que eu estou sentindo agora por só em 2018 ouvir com atenção a este magnífico EP que saiu ano passado. Gosta de música certinha, redondinha e linear? Pode fechar o link e procurar os AC/DC da vida, pois o Vitalism está aí para fritar o seu cérebro!
A começar, o som que o quarteto faz é totalmente instrumental e insano, sem fronteiras ou conexões com A ou B. Pegue, por exemplo a faixa “Yamí Obi” e seu forte acento jazzístico com passagens envolventes de piano e saxofone. É perceptível que foi uma aparição totalmente orgânica e natural, assim como os enxertos de samba em “Pagan, Pt.2” e “Favela”, e as passagens mais industriais em “Ramaten” (existem muitos mais detalhes a serem explorados, mas deixarei que o leitor venha a fazer essa descoberta).
Pode até passar na cabeça de alguns “ah, é instrumental, é som ‘masturbatório’ para músico egocêntrico”. Ledo engano jovem padawan. Os músicos são realmente técnicos (Marvin Tabosa é top 3 na bateria do Brasil, só não enxerga quem não o conhece), mas eles não “jogam” para si e sim para a música. Por mais díspares que certos conceitos possam parecer, eles se conectam simbioticamente e não soam nada bagunçados.
Para finalizar, só tenho que pedir imensas desculpas ao grupo, pois foram merecedores (com louvor) de estarem no meu TOP 10 de 2017, mas por negligência minha, deixei passar. Mea Culpa, Mea Maxima Culpa.
Márllon Matos
