Volbeat – “Rewind, Replay, Rebound” (2019)
Republic Records | Universal Music Group Recordings
#RockNRoll, #HeavyMetal
Para fãs de: Godsmack, Trivium, Avenged Sevenfold
Nota: 7,0
Se tem uma banda que é muito difícil de rotular, essa banda é o Volbeat. Não é raro encontrar alguém que curta o trabalho do grupo e não consiga, quando perguntado, dizer em que estilo a banda dinamarquesa se enquadra. Tanto que não vejo problema nenhum em você discordar das bandas que citei aí em cima no “para fãs de”. Isso é mérito do próprio grupo que soube criar um estilo totalmente peculiar e característico. No entanto, em seus mais recentes trabalhos, a banda parece estar adentrando em um período mais “rock”, mas não aquele visceral com proximidade nítida com o Heavy Metal, e sim, aquele que pode agradar aos fãs do estilo mais suave. Isso torna o trabalho ruim? Não, pois uma coisa não tem nada a ver com a outra. Mas a pegada que a banda tinha anteriormente parece estar desaparecendo.
“Rewind, Replay, Rebound” traz 22 faixas, algo que hoje em dia, pela correria também se mostra um tanto quanto cansativo. Está certo que 5 destas faixas são versões demos presentes no cd bonus, mas mesmo assim, 10 ou 12 músicas ficariam de bom tamanho.
“Last Day Under the Sun” abre o álbum e parece ter vindo diretamente das FM’s dos anos 80. Uma faixa interessante mas um pouco distante das características do grupo. Já “Pelvis on Fire” traz a sonoridade típica do grupo, num misto de Elvis Presley e Metallica, assim como “Die to Live”, um rock n’ roll vigoroso. Outro bom momentos é “Cheapside Sloggers” que traz a participação mo maior guitarrista da história do Thrash Metal, Mr. Gary Holt do Exodus! Sem duvidas, um dos grandes destaques do trabalho.
De forma bem direta, “Rewind, Replay, Rebound” é um bom disco de rock, mas aquém daquilo que o grupo já apresentou em seus primeiros trabalhos. Muito longe de ser um disco ruim, o álbum vai agradar aos fãs que não tem aquele nível de exigência mais alto (quando digo isso, me refiro aos fãs dos primeiros álbuns do grupo). Resta esperar se o mainstream vai “tirar” da banda seu lado mais visceral. Eu, particularmente, espero que não, mas…
Sergiomar Menezes
