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Volcana – “Goddess of Flame” (2017)


Volcana
“Goddess of Flame” (2017)

Independente
#Metal#HeavyMetal#DoomMetal#HeavyRock

Para fãs de: Iron MaidenBlack SabbathThin Lizzy

Nota: 7,0

A Banda americana Volcana lança seu primeiro álbum intitulado “Goddess of Flame”, e como o próprio guitarrista/vocalista Vic Stown (ex-Vindicator, Vanic e Violent Night) define, seu som tem os pés fincados no metal tradicional. As influências de Iron Maiden, Thin Lizzy, Black Sabbath são claras e o resultado é bem interessante. O som é pesado e sem firulas, diria inclusive que é bem “cru”. Com afinação em dó (o novo mi do metal) é forjado em cima das guitarras, baixo e bateria. Sem teclados e com pouca produção o trabalho fica a cargo dos próprios arranjos da banda.

O ponto forte é o trabalho de guitarras que é muito bem feito e sem muitas dobras (guitarristas costumam gravar muitas dobras, terças, frases, efeitos e etc), com bons riffs e ótimos duetos de guitarra, que gostei mais do que os solos.

Meu destaque vai para a entrada da música “Merchant Lord” que começa com riff cheio de veneno e todo quebrado. Quando a banda entra com todos os instrumentos o mesmo riff se mantém e dá um baita swing para a música. Destaque também para o primeiro solo de guitarra da mesma música, abusando da 4a aumentada, o solo tem um colorido todo especial. Fica um pouco com cara de Joe Satriani.

Outra música que gostei muito foi ”Drone”, que tem um final inesperado. Bem legal! “The Black Mist”, também começa muito bem, tem ótimas variações de ritmo e vários riffs legais.

Com registro tenor e de voz rascante, o vocal é bom. Simples, mas bom. Acredito que podia ser um pouco mais trabalhado. O estúdio nos permite ousar, viajar, ser criativo. Mas entendo que trabalhos independentes sofram um pouco com a falta de estrutura das grandes gravadoras, onde há produtores e mais pessoas pensando no desenvolvimento do material. Também acho natural que o vocal seja mais simples, levando em conta que as origens de Vic Stown estejam no Thrash Metal.

Uma ressalva: Talvez falte um produtor para ver, de fora, aquilo que a banda não vê por estar envolvida no processo.

Para não ficar só rasgando seda, o ponto fraco é que o álbum é praticamente todo em dó (a afinação da corda mais grave das guitarras e baixo). Somente a música “We Stand” (ótima música por sinal, com o final bem trabalhado, crescendo e pegando energia pra finalizar com força e “porradamente” falando) é em outro tom.

Mas o disco como um todo é um bom trabalho “artístico metálico”!

Tem pegada e peso, remete a boas influências, além de ser muito bem ligado do início ao fim. Incluindo um tema de “Intro” e outro de “encerramento”.

Rafael Lobo

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