Vuur – “In This Moment We Are Free – Cities” (2017)
Inside Out Music
#ProgressiveMetal, #ProgressiveRock
Para fãs de: Leprous, Devin Townsend, The Gathering
Nota: 9,0
Formado em 2016 e capitaneado pela talentosíssima vocalista holandesa Anneke van Giersbergen, o VUUR lança mundialmente neste dia 20 de outubro seu primeiro disco. Trata-se do retorno ao Metal de Anneke, que seguia caminhos mais suaves desde que deixou o The Gathering em 2007.
Você vai reparar que os nomes das músicas sempre terminam com o nome de uma grande cidade do mundo, incluindo o Rio. Anneke esclarece que o objetivo foi capturar as diversas vibes das cidades por onde tem viajado para tocar, bem como mostrar a dualidade das grandes metrópoles, em que você pode se sentir sufocado pela quantidade de gente e, ao mesmo tempo, um completo estranho. A líder da banda ainda explica que a capa (belíssima, por sinal) representa a diversidade entre a vida no campo e na cidade.
A banda mostra um som que transita entre o Prog Rock e o Prog Metal, se utilizando principalmente de levadas um tanto arrastadas e até melancólicas por vezes. É uma sonoridade que vem sendo consagrada por grupos como Leprous, Devin Towsend Project (com quem Anneke já trabalhou), Opeth e Pain of Salvation atuais. Embora pessoalmente eu prefira o Prog Metal com um pouco mais de pegada e agressividade, o fato é que essa proposta soa moderna e dá boa margem à criatividade das bandas.
É o que rola aqui. Com pouco mais de uma hora e 12 faixas, o disco traz momentos de bastante energia e densidade, como em “My Champion – Berlin” e “Days Go By – London”, minha predileta, trechos épicos e melódicos, como em “The Fire – San Francisco” e “Freedom – Rio”, e ainda passagens de puro feeling, como em “Reunite! – Paris”, que encerra o play. Só acho que a banda perdeu a chance de tentar encaixar alguns regionalismos nas faixas.
Não dá pra não destacar o trabalho da própria Anneke. Com sua voz doce e melodiosa, a holandesa desfila técnica e versatilidade por todo o disco. Minha menção honrosa, contudo, vai para o batera Ed Warby. Já é a segunda vez no ano (ouça “The Source”, do Ayreon, lançado em abril) que o cara entrega um trabalho muito consistente e criativo.
Lançamento altamente recomendado!
Luiz Gustavo Santos
