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W.E.T. – “Retransmission” (2021)

W.E.T.“Retransmission” (2021)
Frontiers Music
#AOR #MelodicRock #HardRock

Para fãs de: Eclipse, H.E.A.T., One Desire, Jeff Scott Soto

Nota: 10

A Frontiers anunciou ano passado o lançamento de “Retransmission”, o quarto álbum do super projeto W.E.T. Para quem não é familiarizado o “W” é do “Work of Art” de Robert Sall (teclados), o “E” do Eclipse de Erik Martensson (guitarra) e o “T” do “Talisman” de Jeff Scott Soto (vocais). A guitarra de Magnus Henriksson (Eclipse e Psychopunch), as baquetas de Robban Bäck (Eclipse e Sabaton) e o baixo de Andreas Passmark (Royal Hunt, Narnia e Vivaldi Metal Project) completam o time.

O texto enviado no “press release” (“Combinando ritmos poderosos e produção de primeira linha, a música é igualmente clássica e contemporânea. “Retransmission” nada mais é do que um marco absoluto, estando de acordo com a tradição estabelecida pelos três incríveis registros que o precederam”) deixou os fãs empolgados, mas como superar o álbum anterior “Earthrage” que capturou magistralmente a magia do grupo com composições memoráveis?

Será que eles conseguiriam? Após ouvir o álbum seguidas vezes posso afirmar que “Retransmission” é a personificação da frase “no fillers, just killers” e sintetiza a pedra filosofal do W.E.T. Ao longo de um pouco mais de quarenta minutos e onze canções somos surpreendidos o tempo todo com ataques diretos na jugular: riffs matadores, melodias irresistíveis, solos assombrosos, grooves, swing, harmonias incandescentes, vocais assustadores, refrões inesquecíveis e uma produção de alto nível que, combinando diversas vertentes melódicas do hard rock moderno, geram uma explosão de texturas musicais.

Aproveito para citar os responsáveis por este novo clássico: Martensson, com sua impressionante qualidade musical, infelizmente, nasceu três décadas atrasado para obter o crédito que realmente merece. Com um desempenho mais do que inspirado (composição e produção), ele “sobe o sarrafo” de vez do hard rock melódico; Såll, com seus teclados proeminentes, criou, dessa vez, profundidade com sutis climas temáticos e carismáticos; e escrever sobre Soto é redundante, mas aqui ele tem uma atuação primorosa e atemporal entregando uma das melhores performances de sua extensa discografia, se não a melhor. Bäck e Passmark são excelentes e Henriksson mostra um espetacular mix de Malmsteen e Schon.

“Retransmission”, traz uma abordagem mais direcionada para a guitarra do que seus antecessores não nos deixando respirar ao desfilar hinos em sequência. Composto do mesmo raro material dos grandes clássicos “Retransmission” é o sonho de consumo de todo fã de rock melódico. Perfeito. Impecável. Uma obra-prima!

João Paulo Gomes

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