White Lion – “Pride” (1987)
Atlantic Records
#HardRock, #HairMetal, #MelodicRock
Para fãs de: Bon Jovi, Ratt, Van Halen, Def Leppard
Nota: 9,0
Depois de um álbum de estreia bem interessante a banda criou seu álbum definitivo. Lançado em 21 de Junho de 1987, “Pride” é um marco do estilo, por ter conseguido alinhar: músicas, tempo e a cultura de uma época.
Todos sabem o quanto a MTV foi importante para os anos 80, mas neste caso foi mais importante ainda. “Pride” só foi notado após o videoclipe de “Wait” fazer parte da programação regular, sete meses após seu lançamento. Seus quatro “singles” geraram videoclipes, impulsionando as vendas e o álbum alcançou #8 na “Billboard 200”, teve três “TOP 10” e permaneceu por um ano na “Billboard Top 200”, vendendo mais de dois milhões de cópias só nos EUA.
Em um ano com lançamentos de Def Leppard, Guns ‘N’ Roses e Whitesnake a banda conseguiu ainda se destacar no cenário. A importância disso reside não apenas em suas performances musicais, mas nas próprias canções, pois “Pride” é repleto de hinos de “Hard Rock” com melodias cativantes, refrões vertiginosos e instrumental impressionante.
A produção do lendário Michael Wagener (Stryper, Dokken, Keel) ganha pontos por manter a magia e a inspiração da banda dando o imediatismo que as canções pediam, mas perde outros sendo, às vezes, meio “turva” e com um som que não faz jus ao álbum. As letras também poderiam ter mais inspiração e menos repetição, mas, afinal, eram os anos 80!
A eficiência da cozinha de James Lomenzo (Pride & Glory, Rondinelli, David Lee Roth, Black Label Society, Megadeth, Sweet & Lynch, baixo e vocais) e Greg D’Angelo (Anthrax, Cities, Burning Starr, Stephen Pearcy, bateria e vocais) é impressionante e os vocais de Mike Tramp (Mabel, Studs, Lion) pincelam sinceridade/emoção a cada momento. Junto com eles temos a força motriz da banda, a estrela de todas as músicas, o centro das atenções: Vito Bratta (Dreamer, guitarras e violões). Bastante influenciado por Eddie Van Halen (não apenas na forma de tocar, mas, principalmente, na alma) Bratta arrepia, seja com um impressionante “riff” feroz ou um dedilhado emocionante. Elegante, refinado, inteligente e excepcional, ele é único até hoje.
Canções como “Wait” (inigualável!), “Tell Me” (hipnotizante!), “Don’t Give Up” (bombástica!), “Lady of The Valley” (épica!), “Hungry” (feroz!), “Lonely Nights” (excelente!) e “Sweet Little Lovin’” (cativante!) fizeram parte da trilha sonora do “Hard Rock” dos anos 80 e para uma determinada parte da geração eram quase tão essenciais quanto oxigênio. Vide a clássica “When The Children Cry” com seu tema sombrio clamando aos jovens para salvarem o mundo da guerra e do ódio que quase se tornou a “Imagine” dessa geração.
“Pride” é um álbum que brilha intensamente na paisagem do “Hard Rock”. Composto pelo trabalho infinitamente inventivo do americano Bratta conectado perfeitamente aos vocais do dinamarques Tramp, sua magia é capaz de nos transportar para a era de ouro dos anos 80. Imperdível!
João Paulo Gomes
