Wild Storm – “The Crimson Dawn” (2025)
Storm Atoom Records
#HeavyMetal #PowerMetal
Para fãs de: Grave Digger, Axel Rudi Pell, Judas Priest
Texto por Lucas David
Nota: 9,0
A cena do Heavy Metal nacional sempre apresentou ótimos trabalhos de bandas que buscam mostrar sua capacidade, tentando furar a bolha das que todos conhecem – e que acabam se tornando “batidas” – além de alcançar aqueles que se recusam a ampliar seus horizontes e conhecer algo novo. Para quem busca mais, o Wild Storm é um ótimo exemplo de uma banda que tem muito a entregar.
Formada na capital paulista, a banda é composta atualmente pelo guitarrista Emerson Aquino, o vocalista Claudio Santana, o baixista Diego Cachigian e o baterista Davyd Havier. O grupo apresenta uma mistura de Heavy e Power Metal no melhor estilo Judas Priest e Grave Digger, e acaba de lançar seu primeiro álbum, “The Crimson Dawn”, mostrando muita força, técnica e atitude.
Um ponto que merece destaque logo no início é o talento de Cláudio Santana, dono de um vocal poderoso e cheio de presença, que se aproxima do que Bruce Dickinson faz no Iron Maiden, alternando entre tons graves e agudos com facilidade, o que dá uma dinâmica interessante às músicas. Outro destaque são as guitarras de Emerson Aquino, que despejam riffs excelentes e bem estruturados, além de solos melódicos, cheios de pegada e velocidade.
Após a intro “Dawn of All Ends”, um riff marcante de guitarra e um baixo pulsante dão o tom para “When Love Grows Cold”, com os vocais dominando a faixa e entregando um ótimo refrão. O solo de guitarra é afiado e cheio de melodia, mostrando a habilidade de Aquino nas seis cordas. “Unwanted War” é mais acelerada, quase um Thrash Metal, com destaque para a cozinha formada por Cachigian e Havier, que tocam com precisão e força, sem deixar espaço para respiro. Os vocais estão ainda mais potentes e lembram o estilo de Bruno Sutter em seu projeto solo, o que é um ponto bastante positivo para Santana.
“Mass Rebellion” é a segunda faixa mais longa do disco e uma das melhores. Traz um ritmo pulsante e quebrado, um riff sujo e poderoso e um refrão épico. Na metade da música, o ritmo desacelera, dando espaço a uma passagem com guitarra dedilhada e vocais mais contidos, criando uma atmosfera sombria que serve de base para um dos melhores solos do álbum. É o tipo de momento que faz você voltar para ouvir novamente e absorver cada nota entregue por Aquino.
“Legions of Freedom” bebe diretamente na fonte do Judas Priest, com um ritmo puro de Heavy Metal, vocais dobrados e uma parede de riffs que convidam a erguer o punho e bater cabeça. Essa faixa é um exemplo de como a banda está pronta para alcançar voos maiores, já que o trabalho é realmente muito sólido. A faixa-título encerra o disco em tom épico, com seus oito minutos de duração em um ritmo mais arrastado, mas que acelera por volta dos seis minutos, trazendo mais um solo de guitarra excepcional antes de um último e poderoso ataque vocal.
Mesmo com pouco tempo de estrada e ainda buscando consolidar seu espaço na cena, o Wild Storm tem tudo o que uma banda precisa para ir longe: instrumental afiado, boas letras e um vocal de destaque. “The Crimson Dawn” é um excelente cartão de visitas e certamente abrirá muitas portas para o grupo. Ouça sem medo.





