Wind Rose
Inner Wound Recordings
#FolkMetal, #PowerMetal, #ProgressivePowerMetal
Nota: 8,5
Devo admitir a você, caro leitor, que não conhecia o Wind Rose quando fui escalado para esta resenha. Ao perceber que este é o 3º trabalho de estúdio desta banda italiana, não me contive e procurei ouvir os lançamentos anteriores pra ver a evolução (ou regressão) do trabalho dos caras. Desde o início de suas atividades, apenas o baixista foi substituído; já temos aí, um ponto a favor da banda. A conclusão que cheguei, é que aqui temos uma banda que já chegou à maturidade e definiu seu padrão musical, mesclando Folk com elementos progressivos, deixando os teclados ainda mais em evidência, e nas guitarras, foram adicionadas doses significativas de peso. Tudo aqui é grandioso!
Os anos na estrada como banda de apoio de bandas como Finntroll, Wintersun e Epica, deram aos caras, a maturidade necessária para criar um álbum consistente, grandes composições, arranjos, coros épicos, enfim, tudo o que um álbum com aquele gostinho de mundo da fantasia pede. É inegável que “Stonehymn” é disparado seu melhor trabalho até aqui.
Após a desnecessária intro, um petardo chamado “Dance of Fire” é lançado sem dó nem piedade. “To Erebor” é a mais Folk de todas, quase uma balada, “The Wolves’ Call” poderia estar em qualquer álbum mais recente do Blind Guardian, “Fallen Timbers” tem aquela aura divertida, lembrando Alestorm. O encerramento com “The Eyes of the Mountain” é perfeito, com um climão de batalha medieval, pra ouvir no volume máximo.
Não há como negar que o Wind Rose faz música para todos os gostos. Pode agradar a fãs de Turisas, Blind Guardian, Rhapsody Of Fire, Hammerfall, Alestorm, Orden Ogan; a lista é imensa. Gostou da proposta? Então vá em frente e divirta-se!
Mauro Antunes
