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Witchcraft – “Black Metal” (2020)

Witchcraft – “Black Metal” (2020)
Nuclear Blast
#DoomMetal#PsychedelicHardRock#AcousticRock#DarkFolk#FolkRock

Para fãs de: Jerry CantrellVan MorrisonLeonard CohenNick Drake

Nota: 7,5

É sempre interessante ouvir uma banda que foge do lugar comum, que experimenta, que degusta de outras formas e que cria, ou mesmo, encontra um ambiente novo ou quase novo.

O sueco Witchcraft já acumula milhas discográficas, seu primeiro registro data de 2004, homônimo e que foi seguido por mais cinco lançamentos, sendo esse, “Black Metal” seu sexto álbum. Bem, para começar, de Black Metal mesmo só o título, aliás, a sonoridade e todos os outros aspectos nele centrados são fora de qualquer contexto ou estilo que tenha “Metal” como seu sobrenome.

O trabalho soa como um cômodo a parte do habitual da banda – um canto íntimo e solitário; apenas violão, voz e paisagens musicais bucólicas. Composições a lançar uma interpretação de si próprio, sobre a forma que a solidão atua e sobre o tempo. Um bom disco? Sim, mas por vezes tornar-se enfadonho e exaustivo, principalmente nas faixas longas, onde o marasmo e a mesmice se estendem tal qual a duração destas.

Há diversos ótimos momentos, “Elegantly Expressed Depression”, diz em tom sereno como a simplicidade é linda e completa. “Sad People” e seus acordes que vão ao fundo da alma e vasculham cada emoção que oculta-se nela. O Witchcraft sempre compôs lindas e confessionais baladas, aqui não seria diferente. “Sad Dog” é outro momento de sutileza aflorada. Ah, um violão bem tocado e carinhosamente dedilhado pode suprir todo qualquer peso imposto por um guitarra. A voz de Magnus Pelander nestas três composições é algo realmente belo de se ouvir, pois ilustram com perfeição o teor das letras e sua fragilidade, em tom melancólico e de desabafo.

O restante do repertório segue sem muitos relevos e novidades, o único porém verdadeiro é a ausência de variação, de contrastes. É certo que o formato impõe simplicidade e apela ao rústico, todavia, ainda há na simplicidade algo a ser explorado, um acabamento e até mesmo um arranjo a ser acrescido, sem precisar, sair da natureza orgânica do disco.

Um bom disco, com boas músicas – umas melhores que outras, o seu único erro foi levar o menos é mais muito a sério.

Fábio Miloch

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