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Withblood – “Finis Vitae” (EP) (2022)

Withblood – “Finis Vitae” (EP) (2022)

Eclipsys Lunarys
#GhoticMetal #DeathMetal #DoomMetal #DarkMetal

Para fãs de: Paradise Lost, Black Sun Aeon, Mournful Gust, The 11th Hour

Nota: 8,5

O excelente músico Marcelo Ricardo compõe tudo neste maravilhoso projeto, o que não é de se surpreender o resultado magnifico já que ele é um músico do mais alto gabarito, um veterano no underground, mais conhecido por suas passagens em bandas como Moriendi e Necronomicon Beast.

O mais recente lançamento surpreende demais o ouvinte, e a única falha seria realmente se tratar de um EP. Escrevo isto devido a agradável audição onde as canções do trabalho me encantaram do início ao fim.

Com os títulos em Latim em conjunto com as orquestrações e belíssimos trechos com corais masculinos e femininos, passando uma atmosfera quase que religiosa mesclado com um fabuloso death/doom metal.

A primeira faixa “Pallor” encanta pelas passagens diversas e climáticas com os teclados e a orquestração te fazem ir ao limbo e voltar, e a letra mais parece uma despedida no leito de morte e condiz com o título do Ep (fim da vida em português). “Algor” faz jus ao nome (Raiva) e começa com um peso e um clima mais extremo, muito bem construída com trechos de inserções de instrumentos de orquestra, e vai variando e surpreendendo o ouvinte a cada minuto, com uma letra que mais parece descrever uma paixão ardente que se foi, o destaque  do cd!

A terceira faixa “Rigor” tem uma melodia típica do doom, bem cativante, aquele tipo de música que você viaja fácil, os corais aqui reforçam isto. Os vocais de Marcelo também se destacam muito nela, tem um tema trágico falando de alguém que morreu e caiu no esquecimento, bem pessimista.

Já a faixa “Livor” é a mais triste do trabalho com sua melodia bem melancólica, e então temos o encerramento com a faixa “Ad Mortem Exolvuntur” uma espécie de interlúdio para um futuro trabalho e com a letra declamada, bem curta.

Mais uma vez a cena do metal brasileiro demostra sua força provando que não deve nada as bandas de fora. Por último devo avisar que o projeto deixou de ser uma ‘one man project’ para se tornar uma banda de fato com outros membros. Confiram!

Sergio R. Santos

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