Independente
#BlackMetal, #ExperimentalBlackMetal
Nota: 7,5
Desgraceira braba é o oferece o Woest, formação originária da França que pratica aquele black metal sujo e virulento, arrastado, carregado e soturno. Se estes adjetivos fazem você se interessar por um disco, pode ir atrás de uma cópia deste aqui sem medo.
Claro que tudo só podia ser embalado por uma produção suja que, infelizmente, beira o amadorismo neste caso, parecendo que se trata de uma sessão ao vivo gravada com aqueles antigos aparelhos de toca fita K7. Mas damos um desconto porque se trata de uma demo-tape.
Abstraindo a gravação tosqueira e focando nas músicas, o que dá para perceber é que a banda amolda as composições naquele esquema missa negra maldita bem cadenciada sobre guitarras fraseadas, batidas bem básicas e vocais que alternam declamações ora limpas ora rasgadas, gritos e urros enquanto arranjos de teclado conferem um clima mais grandioso a todo a barulheira.
O diferencial deste material está na concessão que fazem para algumas passagens mais regadas no Metal Industrial, com vocalizações na linha do Rammstein (“Tout s’écroule”), afora o detalhe de ser todo cantado em francês – o que lhe confere o traço de peculiaridade, que fica ainda maior quando a banda se lança a experimentalismos típicos desta nova onda de Metal Extremo (“La Fin de l’ère sauvage”).
Qual o resultado final? Indicado apenas para iniciados em black metal experimental e admiradores de ruídos soturnos e produções minimalistas de músicas que se arrastam de 5 a 8 minutos, em média. A banda liberou a demo “de grátis” no bandcamp. Confere lá e tire suas conclusões.
https://woest.bandcamp.com/releases
Wallace Magri
