Wretch
Pure Steel Records
Nota: 8,5
Se destacar na cena Heavy Metal na década de 80, em meio a pilares do gênero como Judas Priest, Iron Maiden, Metallica, Slayer entre outros, não era tarefa fácil, dado a isso inúmeras bandas não conseguiram reconhecimento merecido, ficando apenas no underground.
Hora ou outra somos surpreendidos com álbuns de qualidade que nos remetem a década de ouro do estilo. É o caso de “The Hunt” de 2017, terceiro álbum da banda americana Wretch. A banda se formou no início dos anos 80 na cidade de Warren em Ohio. Após alguns anos de atividade e algumas músicas lançadas em coletâneas, se mudaram para Los Angeles numa tentativa de conseguir contrato com um grande selo. Sem sucesso a banda ficou parada por um grande período, até que em 2006 se reformularam e gravaram seu primeiro álbum “Reborn” e, posteriormente em 2014, lançaram “Warriors” já com a gravadora Pure Steel Records.
O quinteto apresenta em “The Hunt” um Power/Thrash Metal característico da banda, com profissionalismo e maturidade, flertando ora pelo Heavy Metal Tradicional ora pelo Melódico. O estreante Juan Ricardo (vocais) veio a dar mais força com seu poderoso vocal melódico numa boa sintonia com a proposta da banda. A dupla de guitarra, Nick Giannakos e Michael “Mjölnir” Stephenson, demonstra bom entrosamento e competência na alternância entre solos e base. Tim Frederick (baixo) sustenta bem as guitarras deixando seu instrumento bem presente nas músicas, e Jeff Curenton (bateria) completa a cozinha com boa técnica e velocidade.
Após a introdução em “Sturmbringer”, o álbum já mostra a que veio na faixa título, com guitarras vigorosas, pegada mais rápida e típico refrão marcante do Power Metal, apresentando o poderio vocal de Juan. “Throne of Poseidon”, com andamento mais cadenciado e boas doses de guitarras tradicionais, segue sem desacelerar o track list. Outros destaques vão para a ótima “Straight to Hell”, com um dedilhado de guitarra no início que lembra “Flash of the Blade” do Iron Maiden, e “Pierce the Veil” onde o lado Thrash fica mais em evidência. Temos ainda as boas “The Final Stand”, “Once In A Lifetime” e “She Waits”, essa que encerra o álbum com uma bela melodia acústica.
“The Hunt” vem com a promessa de ser um dos bons lançamentos do ano e chama atenção pela boa produção e composições de qualidade e peso, resultando num álbum mais direto, agradando tanto fãs de Thrash Metal, NWOBHM, Power, como fãs de Heavy tradicional e Metal Melódico. Em meio as referências, vale lembrar que o quinteto propõe um estilo mais purista sem deixar de ser original. Uma boa pedida acompanhada de uma boa cerveja!
Will Bernardes
