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Yngwie Malmsteen – “Alchemy” (1999)

Yngwie Malmsteen – “Alchemy” (1999)
Dream Catcher
#NeoClassicalMetal#SymphonicRock

Para fãs de: Ritchie Blackmore Official SiteChris Impellitteril, Dragonforce

Nota: 6,5

Na peça final do quebra-cabeça de Yngwie Malmsteen na década de 1990, o guitarrista expressa o desejo de remontar aos tempos de Rising Force trazendo de volta o vocalista de “Trilogy”, Mark Boals, e cortando os refrões grudentos em favor de estrondosas, e por vezes intermináveis, passagens instrumentais — que o digam as três partes de “Asylum”, que somadas ultrapassam os 10 minutos e, por consistirem na trinca final do álbum, nos deixam tentados a abandonar a audição.

Apesar de o título denotar uma temática de ancestralidade, misticismo e afins, em “Alchemy” temos a guerra — tanto sob o ponto de vista do combatente cegado pelo dever (“Wield My Sword”) como daquele, já à luz da razão, questionando a legitimidade de seus atos (“Legion of the Damned”) — dividindo o púlpito com vãs tentativas de abordar o oculto (“Daemons Dance” e a longínqua “Voodoo Nights”) e outras músicas que se vazias de conteúdo, valem a curtida pela forma, como “Playing with Fire” (show à parte de Boals) e “The Stand” (ótimo refrão).

Correndo por fora, “Hangar 18, Area 51” (preciso dizer sobre o que fala?) e a instrumental “Blue” valem a menção por terem sido as escolhidas para inclusão na coletânea “The Best of ’90-‘99”, a segunda do maestro, lançada em maio de 2000. Mas o momento sui generis fica por conta de “Leonardo”, épico de pretensões faraônicas cuja letra traz Da Vinci em primeira pessoa e, nas entrelinhas, visa à comparação do talvez maior gênio da história da humanidade com o provavelmente maior prodígio que a guitarra elétrica viu surgir nos anos 1980. Nada mais Malmsteen que posicionar a si mesmo em tal patamar. “Cala-te, se você quer viver em paz”, diz o trecho em latim da introdução. Ou seja, quem fala o quer…

Marcelo Vieira

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