
Desonra – “Desonra” (2018)
Independente
#Hardcore, #ThrashMetal, #Crossover
Para fãs de: DFC, Madball, Pantera
Nota: 9,0
Os brasilienses do Desonra possuem uma existência relativamente curta, mas já iniciaram uma boa consolidação de seu nome na cena local, chegando a ganhar uma seletiva, que deu ao grupo uma vaga no palco do tradicional festival Porão do Rock deste ano. Como de costume em bandas que lutam no underground, algumas mudanças de formação vieram e a entrada do vocalista Cleiber Mota foi na reta final das gravações desse primeiro disco completo do quarteto.
Sem muitas correntes a estilos, a banda demonstra um gosto a mais pelo Hardcore e Thrash Metal, apesar de percebermos várias outras influências diluídas pelo som. O grande ponto positivo é, justamente, a forma como eles equilibram toda essa informação dentro de sua sonoridade. Em alguns momentos, um timbre ou outro lembra o Metallica e o Pantera, como a faixa “O Silêncio Fala”, mas também há aquela pegada Crossover, a exemplo da faixa de abertura, “Guerra”, que apresenta até umas leves quebradas semelhantes a Breakdowns.
As letras em Português contam com um tom similar ao do D.F.C., porém em uma interpretação mais séria dos temas sobre corrupção, guerra e a decadência da humanidade. Músicas como “Ratos”, já procura um estilo mais Hardcore, contando com um pouco de melodias e sentimentos a mais. “Toda a Dor” encerra as composições inéditas e é uma das melhores produzidas. Em minha opinião, essa última faixa é a melhor descrição da cara do grupo e ela tem uma pegada bem brusca e raivosa, com todos os instrumentos bem na cara.
Como bônus, o álbum ainda deu uma nova roupagem as já conhecidas “Boneco Morto” e “Morte”, finalizando o curto e excelente disco. Resumidamente, temos um som que busca o que tem de melhor nos dois estilos abordados, mesclando-os com classe. Temos um álbum que agradará a todos que são fãs desses gêneros e não soa exagerado para nenhum dos lados.
Victor Augusto





