Venom – “Into Oblivion” (2026)
Noise Records/BMG
#BlackMetal #ThrashMetal #PunkRock
Para fãs de: Midnight, Sodom, Hellhammer, Motörhead
Texto por Lucas David
Nota: 9,0
O Venom continua sendo uma das bandas mais importantes dentro do metal pesado, com sua música servindo de base e pontapé inicial para um movimento inteiro (Black Metal) e influenciando incontáveis bandas a começarem sua vida dentro da música, como é o caso de Slayer, Metallica e Mayhem, para citar algumas. Neste ponto, eles não precisam provar mais nada a ninguém, porém a incansável vontade do baixista e líder Cronos em entregar o metal mais pesado, sujo e profano fala mais alto, e a banda chega ao seu 16º álbum, Into Oblivion.
O novo trabalho traz o Venom reunindo tudo o que já fez em sua carreira, sem soar datado, em 13 faixas de pura fúria e atitude. O único membro original remanescente é acompanhado pelos já veteranos de banda Rage (guitarra) e Dante (bateria), que mostram que a banda está mais entrosada do que nunca, fazendo de Into Oblivion um ataque de Black ‘n’ Roll fulminante e estrondoso, que vale a pena revisitar.
O disco abre com a faixa-título, que logo dita o ritmo do álbum em um ataque de proto-Black Metal. Os vocais de Cronos estão melhores do que nunca, e a essência da banda dos anos 80 é constante nos riffs e nas batidas de Dante, que faz um trabalho incrível atrás do kit. “Lay Down Your Soul” mantém a pegada rápida e com um riff de guitarra extremamente sujo e grudento. O baixo também tem seu espaço e, aliado à bateria, cria uma cozinha potente para um dos melhores refrões que a banda já fez. Cantar isso ao vivo será obrigatório nos próximos shows.
“Nevermore” diminui o ritmo, adotando uma pegada mais Iron Maiden, com um riff mais cavalgado e uma bateria mid-tempo, com “Man & Beast” mantendo o ritmo, contando com batidas precisas de Dante. O que destaca a faixa é seu peso monstruoso e a repetição do nome, que também fará sucesso ao vivo.
“Death The Leveller” retoma a velocidade em um ataque Thrash/Punk feito para o mosh pit, assim como “Kicked Out of Hell”, uma das melhores do álbum. A brutalidade aqui é um nível acima, seja nos vocais mais agressivos e insanos, na guitarra que entrega solos de derreter a face ou na bateria punitiva e sem descanso. É um ótimo exemplo da força e da atitude de uma banda sem medo de atingir os ouvidos mais sensíveis.
Mesmo com alguns trabalhos mais fracos perante o seu legado, o Venom nunca mudou ou adaptou seu som para as massas. Mantendo-se fiel às raízes extremas e com Cronos à frente, o verdadeiro Venom mostra que ainda tem muita energia para queimar, com Into Oblivion se mostrando um disco criado nas profundezas do Old School, algo que somente eles poderiam entregar.





