Hex – “God Has No Name” (2019)

61908620_1350401881766759_7313257899726209024_n
Compartilhe

Hex “God Has No Name” (2019)
Transcending Obscurity Records
#DeathDoomMetal #DoomMetal

Para fãs de: OssuariumOnirophagusSulphur AeonGraveyardDecaying

Nota: 9,0

“Tendência chata, essa das bandas atuais em tentar emular a sonoridade das antigas.”
Li a frase acima numa sempre “útil” rede social, aquele cenário virtual repleto de acadêmicos de sofá, que podem ser categorizados numa memorável linha do Mestre Schuldiner, “sabem de tudo, sobre absolutamente nada!”

Deixando as linhas frustradas de lado, cá estou eu com o segundo álbum dos espanhóis Hex, “God Has No Name”, fazendo justamente o tipo de som que o “pseudo entendedor” tanto criticou, mas veja bem, o que diferencia a cópia da homenagem, chama-se dosagem, a banda claramente se banha na aurora do Death e Death Doom Metal, mas sabe equilibrar influência com traços próprios, tendo personalidade, e principalmente, honestidade em sua proposta. Francamente tendo esses atributos, toda e qualquer crítica é sumariamente anulada.

Vultos ancestrais assombram o álbum, espectros como: Autopsy, Incantation e principalmente, Bolt Thrower são percebidos em todas as composições, aquele Death Metal “mid-paced”, mais preocupado com as atmosferas e o peso, que com velocidade e técnica, outro detalhe que chama atenção nas composições, são os vocais, com linhas que soam como invocações, quem for familiarizado com o Sulphur Aeon, sabe exatamente o que digo.

“Thy Kingdom Gone”, “Soulscuptor” e “Worshipping Falsehood” são pancadas lentas, mas avassaladoras, enquanto que “Daevangelism – The Dark Sunset” traz a obscuridade do Doom Metal à tona, atentem-se as linhas de baixo e aos riffs, primor e inteligencia, pra dizer o mínimo. “Where Gods Shall Not Reign” traz climas macabros e profanos, muito lembrando os trabalhos do Necros Christos, especialmente o “Trivne Impvrity Rites”, os vocais femininos lhe caíram bem, reforçando ainda mais o tom profano da mesma. “Apocryphal” e “All Those Lies That Dwells…”, prenunciam o fim com suas porções fartas de Death Metal e uma bateria trabalhada metodicamente, fim categórico, embora o jogo já estivesse ganho desde os primeiros segundo.

Perder um disco desses, com tantas referências e atributos, beira a heresia, indicadissímo aos aficionados pela sonoridade (old school) e pelo modo artesanal de se fazer Death Doom Metal.

E quanto ao pseudo crítico, dê a ele o perdão devido aos ignorantes, afinal, eles não sabem o que falam!

Fábio Miloch

Compartilhe
Assuntos

Veja também