Krisiun – “Scourge Of The Enthroned” (2018)

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Krisiun
 – “Scourge Of The Enthroned” (2018)

Century Media Records
#DeathMetal#TecnicalDeathMetal

Para fãs de: Morbid AngelDestruction, Deicide, Cannibal Corpse

Nota: 10

Os gigantes/gênios do Death Metal mundial estão de volta! E temos SIM que nos gabar muito pois eles são “nossos”!

“Scourge Of The Enthroned”, é o nome de mais uma aula de Alex Camargo (vocal/baixo), Moyses Kolesne (guitarra) e Max Kolesne (bateria). Coisa que já é deveras sabida vinda desse trio. Tudo que esses caras fazem é digno de suas genialidades e importância para o Metal nacional/mundial, sem demagogia ou puxa-saquismo.

São 8 faixas, em torno de 40 minutos de duração total, de uma brutalidade visceral, inteligente e típica na prolífera carreira desses gaúchos.

A faixa título já mostra o quão apoteótico soará o álbum, pois seu início nos leva exatamente a isso. A velocidade trivial em formato de britadeira de Max espancam os nossos ouvidos com todas as mudanças extremas de ritmos, somadas a técnica apurada na criação dos riffs e solos de Moyses pavimentam a destruição do que está por vir. “Demonic II”, primeiro single lançado em formato lyric video, mescla a mesma brutalidade característica com um lado mais épico, nos remetendo a imaginação de um ceifador nos levando dolorosamente para o corredor da morte. Junto com isso, os solos e riffs de Moyses nos preparam para a cadeira elétrica e os blast beats de Max “somente” apertam o botão de execução sem a mínima dó. Esse lado épico aqui chega a amedrontar e te leva facilmente para os minutos finais do Armagedom com muita agonia.

“Devouring Faith”, segundo single, mantem o clima de destruição com solos que cortam os tímpanos. Os harmônicos, solos desesperadores, riffs pesadíssimos como um mamute com fome de carne/alma humana dão um toque único a faixa. Inserções de andamentos mais Thrash Metal nos remete ao Destruction do início de carreira, logicamente, com uma produção impecável aqui presente. Vale dizer, mais uma vez pois todos já sabem disso, que Moysés indubitavelmente é um monstro/gênio da guitarra no Death Metal e, junto com Trey Azagthoth do Morbid Angel, asseguro que são o suprassumo do estilo. Talvez seja o álbum onde ele mais se soltou nos solos dando uma melodia escaldante nas alavancadas e escalas casando perfeitamente com o que é tocado. De novo, coisa de gênio!

“Slay The Prophet” tiram a dúvida de alguns xiitas que só querem desgraceira a esmo e acham que groove e blast beats não combinam. Esse rolo compressor em forma de música te passa por cima várias vezes e só olha pra trás para ver se a macha de sangue ficou grande! Incrível como a técnica desses caras se eleva a cada lançamento. Os caras fomentam o crescimento do Death Metal de forma única e impactante. E esse rolo compressor não para em “A Thousand Graves”, só que dessa vez ele vem rodeado de pregos! Em “Electricide, o próprio título já diz tudo. É uma catarse eletrizante que corta, desfigura e poe fogo no ouvinte. Incrível! Lembrando os primórdios do Morbid Angel. A voz de Alex aqui soa como um imperador maligno que vomita dentro dos ouvidos dos detratores! Visceral é pouco! Gigante!

Em “Abysmal Misery (Foretold Destiny)”, com suas “paradinhas monstruosas” que só esse trio consegue fazer com tanta destreza, temos a prova cabal que a técnica desses caras é algo a ser estudada e passada para a posteridade! Brilhante! Talvez a melhor de todo o álbum, se é que dá para falarmos isso! O peso que emana dos auto falantes é de deixar até grandes pesos pesados com medo! Sem contar as muitas mudanças de andamentos que se parecem mais como socos seguidos em nossa cara, ou melhor, marteladas!

Está vivo ainda? Pois bem, você tem apenas 6 minutos de vida desgraçada daqui para frente, que é o tempo de duração de “Whirlwind Of Immortality”, pedrada que fecha mais uma aula de como soar brutal, violento, técnico, consistente e instigante.

Perto do álbum anterior, “Forged In Fury”, nota-se claramente uma maior velocidade e quebradeira, solos inspiradíssimos e uma brutalidade ainda mais ímpar, parecendo que entraram no estúdio com ainda mais gana e vontade de trucidar tudo e todos que passassem pela frente. Se a perfeição existe, estamos diante dela. Tudo que o Death Metal necessita está presente nesse disco!

Brutalidade coesa, coerência impactante e não barulho desenfreado, sangue nos olhos, criatividade e fúria que agradará não só aos fãs de Death Metal, mas sim, Thrash Metal e porradarias em geral! Por favor, canonizem esses nossos professores!

Johnny Z.

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