Necromancer – “Forbidden Art” (2014)

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Necromancer
 – “Forbidden Art” (2014)

Heavy Metal Rock
#ThrashMetal

Para fãs de: SepulturaCeltic Frost, Sodom

Nota: 9,0

Primeiramente, quero deixar bem claro que “Forbidden Art” não é um álbum novo, pois só foi lançado em 2014, sem contar, também, que a banda não é nova, vinda do já longínquo ano de 1986 (com algumas idas e vindas), e muitas de suas músicas serem de demos mesma época em questão. Mas até aí, qual o problema? NENHUM!

O quinteto carioca Necromancer esbanjou em “Forbidden Art” uma crueza Thrash Metal totalmente old school, lembrando muito o Sepultura em “Schizophrenia” (1987), com pitadas de Celtic Frost e Sodom, e um “quezinho” de Death Metal. Muitas mudanças de andamentos (mesmo não sendo tão veloz), brutalidade e agressividade secas e sujas, mostrando basicamente onde querem chegar, ou seja, um tributo a eles mesmos calcado no tipo de som que gostavam na época.

Para os amantes do “vanguardismo” Thrash da década de 80, (e me incluo nisso), é um prato cheio, pois desde a produção mais suja até as levadas secas e diretas mostram o quanto essa década foi importante para o estilo. Não que hoje isso não exista, mas antigamente tínhamos um charme que jamais será encontrado novamente. Aceitem, é uma realidade isso!

Não pense que estamos diante de algo datado, clichê ou qualquer asneira que gostam de defecar pela boca por ai. O negócio aqui é de gente que entende e viveu o riscado na lata.

Thrash revigorante, intenso, furioso, sem frescura, maduro, cru e visceral como os grandes medalhões do estilo faziam em seu auge. Para os fãs mais novos que queiram aprender um pouco, a audição deste álbum é obrigatória. Já para aqueles que viveram aquela fase áurea é um belíssimo/agradável déjà vu que nos transporta rapidamente aos bons tempos que éramos uns moleques inconsequentes, magros, cheios de energia adolescente irresponsável, sem barriga e tínhamos cabelos (bom isso eu ainda tenho, só que beeeem grisalho) (risos).

Como destaque temos as soberbas “Necromancer” (impossível não lembrarmos de Max Cavalera nessa), no peso poderoso de “Deadly Symbiosis”, “Dark Church” e sua aula de baixo e bateria, na cacetada arrasa quarteirão de “Plundered Society” e a brutal “The Rival”. Simplesmente um arregaço!

Johnny Z.

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