
The Best Noise Ever… The Brazilian Metal Tribute To 80s (Compilação) (2022)
Secret Service Records
#Metal, #80s, #HardRock, #HeavyMetal, #ThrashMetal, #DeathMetal, #BlackMetal
Para fãs de: Música de verdade e sem preconceito
Nota: 9,0
A Secret Service Records, que já se tornou referência em lançamentos de tributos de altíssimo nível, solta no mercado agora, somente como pré-venda, seu penúltimo tributo: The Best Noise Ever… The Brazilian Metal Tribute To 80s, que como o próprio título escancara ser uma homenagem metálica somente com bandas brasileiras de inquestionável qualidade aos clássicos do Rock, Pop e New Wave dos saudosos anos 80, a década de ouro para muitos. Quem nunca ficou horas a fio tentando gravar em fita cassete essas músicas nas rádios e o desgraçado do locutor acabava falando algo no meio da música não sabe o que é passar ódio em níveis estratosféricos!
Na minha modesta opinião, e sou bem suspeito em se tratando de Pop, Rock, New Wave dos anos 80 já que é minha segunda grande paixão dentro da música, esse tributo ao ser comentado comigo há muitos meses atrás por Luiz Rizzi, CEO da Secret Service Records, foi um misto de empolgação, alegria e surpresa. Ao conversarmos sobre o tracklist e as bandas que poderiam fazer/fariam tais versões meu sorriso de lado a lado do rosto chegava a doer. Em se tratando das versões originais dessas 31 músicas não há o que falar, são faixas que fizeram parte de meu crescimento como gente e com certeza que para você, assim como eu, tem mais de 45 anos. Impossível não escutarmos essas músicos e não nos transportarmos diretamente para suas épocas e/ou lembranças maravilhosas da nossa juventude.
Como nos outros tributos lançados pela gravadora, eu sempre fui aberto a versões praticamente iguais e até a desconstruções, pois gosto de ambas formas sem nenhum preconceito ou xiitismo. Arte é arte! As originais estão aí para caso algum tr00zão ficar putinho (risos). Mas, voltando a esse tributo em específico, eu me coloquei na cabeça (de forma inconsciente) que pelo menos a estrutura e/ou as melodias das faixas originais não devessem ser desconstruídas. Vai entender? (risos) A esmagadora maioria das faixas me trouxeram lágrimas!!! Vamos lá:
CD 1:
Genocídio – “Picture Of You” (The Cure)
Nunca fui um fã de The Cure, para ser mais sincero eu acho insuportável, então mesmo sabendo que essa faixa é bem conhecida, vou me ater somente a versão dos meus amigos queridos do Genocídio. Uma versão bem melancólica, dark e com um clima mezzo gótico mezzo industrial que ficou sensacional!!!! A voz de Murillo Leite, junto aos teclados atmosféricos, entram pelos nossos ouvidos e ficam reverberando por toda a audição da faixa. Não é uma versão pesada em seu instrumental, mas ficou pesada na sua essência! Andamento arrastado e robusto que nos cativa ainda mais por conta da belíssima produção! O que esses caras põe a mão fica, no mínimo, genial.
Orquídea Negra – “Keyleigh” (Marillion)
Achei que, nos primeiros segundos, estava ouvindo alguma faixa do álbum “Holy Diver”, do saudoso Dio, por conta da produção mais ‘Heavy Metal Old School’ das guitarras. Versão vibrante e empolgante que é guiada por um baixo encorpado e cheio de feeling. Belíssimo trabalho dos vocais! Excelente versão que manteve o clima auto astral da original!
Tailgunners – “Don’t You Forget About Me” (Simple Minds)
Prata da casa! Adoro Simple Minds e sempre achei a banda uma versão mais New Wave do U2. E aqui, temos o nosso Iron Maiden brasileiro fazendo esse verdadeiro clássico que foi respeitado em sua essência, melodia, refrão e tudo mais, com destaque para o peso das guitarras base e do baixo a lá Steve Harris característicos. Se você fechar os olhos terá plena certeza que é o “omi”! Timbre do vocal bem similar ao de Bruce Dickinson, principalmente nas notas mais altas e abertas (ah vá), mas não ache que o Tailgunners é uma mera cópia da Donzela de Ferro, pois não é mesmo! Referências sim, xerox não! Baita versão empolgante que se não fosse um cover, poderia ter sido escrita para entrar num “Killers” da vida e se o Bruce estivesse na banda. Ok, foi confuso, mas quem é fã mesmo vai entender (risos).
Brunno Mariante – “Poison” (Alice Cooper)
Outra excelente versão, mas praticamente idêntica a original, o que não desmerece o trabalho de forma alguma! As características peculiares de Brunno Mariante estão presentes, pois você que conhece bem a original sabe distinguir o que não tinha nela. Muitíssimo bem executada, mas o mais interessante – na minha opinião – foi o timbre da voz que combinou bastante. Nada muito discrepante ou longe do que Alice Cooper fez, apenas diferente e assertiva!
Hellish War – “Burning Heart” (Survivor)
Rock Balboa!!! Tem como não se emocionar? Essa faixa ficou impecável com o Heavy Metal mais clássico do Hellish War, pois a original com sua acentuação mais AOR sempre carregou uma áurea metalizada, da mesma forma que “Eye Of The Tiger”, por exemplo. Conseguiram aqui fazer um golaço sem desprender muita dificuldade, creio eu, já que eu sempre achei que daria uma bela versão Heavy Metal. Agora ela já existe e não mudaria absolutamente nada nela! Solos, riffs, bases, bateria, vocal, baixo, tudo certinho, redondo e que também fará você se esbaldar para valer.
Insanity – “Psycho Killer” (Talking Heads)
“Psycho Killer”, o que falar dessa música? É aquela coisa, a gente ama e odeia ao mesmo tempo (risos). Ama por que realmente é um clássico daqueles que quando vamos a algum barzinho Rock N’ Roll é obrigação da casa – ou da banda cover ali no ambiente – tocar para você, bêbado, cantar os “pa pa pa pá” pagando mico com quem está sentado na mesa com você, e odeia por que ninguém aguenta mais ouvir. Essa versão eu não compreendi muito, achei ela meio Revolting Cocks, meio industrial meio viajante. Eu respeito, claro, só não assimilei muito bem dentro de todo o pacote. Mas ponto para a banda que soube como ninguém reinventar BASTANTE ao ponto de você não saber de qual música se trata.
Ancesttral – “The Power Of Love” (Huey Lewis & The News)
Agora o negócio ficou sério! Estamos diante de uma das melhores, senão a melhor versão de todo o tributo! A cada audição dela me vem memórias e sentimentos indescritíveis por duas razões. Primeiro, eu sou um verdadeiro LUNÁTICO pelo filme “De Volta Para O Futuro” e a versão original de Huey Lewis é uma das músicas que fazem parte de uma playlist da minha vida. Segundo, e mais importante, os caras conseguiram colocar peso (e que peso!) nos riffs de guitarra e batidas fortes da forma que eu AMO! Sabe aquela rifferama abafada que é acompanhada por uma cacetada na caixa da bateria? Então, é exatamente isso! E o melhor de tudo, sem perder a alegria contagiante da melodia original. Sem mais! Isso aqui é para se sentir um adolescente inconsequente de 12 anos e ao final voltar a realidade para aplaudir de pé (clicando no repeat, logicamente). Indescritível!!! Ouçam no último volume e faça uma viagem no tempo (ooops).
Dark Tower – “We Don’t Need Another Hero” (Tina Turner)
Essa versão eu tinha que ser cuidadoso nas palavras, já que não sou fã de Black Metal. Uma ou outra banda consegue me chamar atenção. O Dark Tower eu sei que é uma excelente banda e que os caras tocam muito, mas foi com ESSA versão da Tina Turner que eles me conquistaram por completo. A interpretação e o refrão deslumbrante da original são coisas para se chorar de emoção, mas aqui, meus caros, os caras colocaram o coração de uma maneira tão forte que é tão emocionante quanto! Não sei explicar, mas confesso que logo na primeira audição, ao chegar no refrão, eu senti os pelos do braço arrepiando e uma sensação boa demais! Está aí outro grande destaque do tributo que eu jamais acharia que falaria isso por se tratar de algo fora da minha zona de conforto. Estão de parabéns em todos os aspectos, mas principalmente por manter o clima apoteótico da versão original com um peso todo peculiar. Maravilhoso, descomunal, qualquer adjetivo dessa dimensão aqui é pouco!
Revengin – “Let’s Dance” (David Bowie)
Já vou alertar aos leitores que estamos diante aqui de uma desconstrução completa desse clássico, mas ao meu ver ficou muito interessante dentro do estilo mais Symphonic Metal. Guitarras bem pesadas, vocais femininos líricos e atmosfera bem dark e climática são a base de toda a faixa. Provavelmente você precisará ouvir algumas vezes para assimilar com mais intensidade, e a cada uma dela você se surpreenderá com novos detalhes. Qualidade ímpar inegável!
Quintessente – “Everybody Wants To Rule The World” (Tears For Fears)
Outra desconstrução completa que segue as mesmas características da anterior, apenas mais pesada principalmente na produção e mixagem das guitarras. Vocais femininos e masculinos de forma híbrida, intercalando a climas beirando o gótico, deixaram-na quase irreconhecível, mas longe de ser ruim! Apenas diferente.
The Anger – “Unchained My Heart” (Joe Cocker)
Pique original mantido de forma mais agitado, uma certa dose de Hard Rock cafajeste por toda a faixa e um vocal que parece uma mistura despojada de Blaze Bayley com James Hetfield, inclusive até com alguns ‘tiques’ desse último. Talvez se não forçasse tanto ficaria ainda mais bacana. É uma faixa divertida e bem executada, com destaque para a cozinha impecável!
Godhound – “Easy Lover” (Phil Collins)
Se Matthew Barlow (ex-Iced Earth) cantasse como Gene Simmons (Kiss), por exemplo, e entrasse numa banda de Hard N’ Heavy, seria exatamente isso. Versão que manteve a originalidade e velocidade características da original, mas num clima bem alto astral que só o Rock feito com a alma consegue! Parabéns! Vou acompanhar mais essa banda!
Ad Inferi – “(I’ve Had) The Time Of My Life” (Bill Medley & Jennifer Warnes)
Brilhante e com direito ao dueto (que vozes!!!) tão sensacional quanto o original!!! Não tenho palavras para essa versão, já que além de impecável a banda conseguiu executa-la de forma primordial dentro do Metal sem perder a essência desse que é verdadeiro clássico Pop dos anos 80! Sem brincadeira, me tirou lágrimas!
Child O’ Flames – “Never Gonna Give You Up” (Rick Astley)
Outra versão que tirou lágrimas desse velho aqui, pois a versão original fez parte da minha adolescência desde a época dos bailinhos da escola e danceterias. A versão do Child ‘O Flames é extremamente pesada, mas traz aquele sentimento oitentista original com um peso todo moderno dando um brilho e textura perfeitas para quem a imaginava (também) numa roupagem mais metal. Os vocais me lembram em alguns momentos um pouco Corey Talor (Slipknot) e a sonoridade mostra bem como a modernidade dentro do metal não é algo a se reclamar, mas sim louvar!
Bella Utopia – “Like A Virgin” (Madonna)
Consegue imaginar uma versão mais suja, meio Punk/Hardcore, da Madonna e com vocais despojados que parecem os de Courtney Love (Hole)? Gostei bastante do instrumental, mas mesmo compreendendo o estilo abordado o vocal me incomodou um pouco.
CD 2:
Pagan Throne – “Take On Me” (A-Ha)
O instrumental ficou muito bom, mas o vocal – na minha modesta e respeitosa opinião – não combinou. Como a original é algo bem alegre, creio que enfia-la em algo obscuro e mais ‘do mal’ não tenha casado bem para meus ouvidos talvez por terem usado grande parte da melodia original. Creio que de a desconstruíssem-na para algo mais brutal, com leve toques da melodia parecendo aqui e ali, ficaria muito melhor. A melodia característica realmente é muito alegre para uma banda como o Pagan Throne, mesmo tendo elementos de orquestração. Acho que eu esperava muito dessa faixa e me decepcionei, não por culpa da banda que é muito competente no que faz.
Trendkill Ghosts – “Stayin’ Alive” (Bee Gees)
Se o Helloween na época do “Walls Of Jericho” tivesse um vocalista que fosse um híbrido de Kai Hansen com Michael Kiske e tocasse um cover do Bee Gees, seria dessa maneira. Qualquer coisa que eu aqui seria total redundância agora. Tudo certinho, redondinho, Power Metal de primeira linha, vocais agudos lá na estratosfera, solos cheios de escalas, bateria a mil, enfim, é isso, divirtam-se pois é bom demais!
Mad Monkees – “Rock The Casbah” (The Clash)
Me desculpem a franqueza, mas eu não suporto The Clash e principalmente essa música, então eu seria leviano se malhasse a versão do pessoal do Mad Monkees. Eles tocam de forma correta, bem fiel a original, com muita precisão e categoria que me faz querer – e muito – conhecer seus trabalhos autorais.
Heretic – “Stay” (Oingo Bongo)
Metal pesado com toques orientais numa versão fulminante desse clássico atemporal! E não é que combinou demais?! Um vocal bem tranquilo em seu início, peso com rifferama, bateria com alguns blast beats violentos na parte do refrão junto a outra camada de voz que me lembrou muito Stu Block (ex-Iced Earth, Into Eternity). Tudo com muita competência, produção ímpar, bem climática e densa. Super interessante e completamente fora da zona de conforto! Prestem atenção a essa banda!
The Giant Void – “Billie Jean” (Michael Jackson)
Estamos diante da versão disparadamente mais desconstruída da história em se tratando de Michael Jackson, mas curiosamente com as mesmas melodias vocais da original tornando-a muito interessante. Bem pesada, cheio de groove, com as guitarras e bateria comandando tudo e os vocais dando uma bela preenchida impactante. Confesso que me espantei nas primeiras audições, mas depois de mais algumas realmente posso afirmar que ela está incluída no panteão das melhores do tributo! Belíssimo vocal, bateria nos 220v, baixão na cara, riffs certeiros só me faz dar os parabéns a moçada, pois mandaram muito bem!
Wolfheart And The Ravens – “She Drive Me Crazy” (Fine Young Cannibals)
Type O’ Negative, Paradise Lost e Deathstars tudo batido dentro de um liquidificador numa versão extremamente pesada, apocalíptica, cheia de texturas e ambiências dark e bem góticas. Da versão original só restou a melodia vocal dos refrões, por que o restante é (também) pura genialidade. Destaque para as guitarras muito pesadas que atravessam o seu crânio a cada palhetada, vocal ‘vampirístico’ bem na linha do saudoso Peter Steele (Type O’ Negative), ora extremamente agressivos, ora mais tranquilos, teclados sinistros e bateria como um martelo no que restou dos ossos de seu crânio. Outro grande destaque do tributo, simplesmente maravilhosa!
Chemical Disaster – “More Than A Feeling’ (Boston)
Six Feet Under brasileiro? Juro para vocês que conheço a banda há décadas, mas aqui eu achava que estava ouvindo o Six Feet Under fazendo aquelas versões covers malucas que eles costumam fazer frequentemente. Os vocais de Luís Louzada ficaram mais cavernosos do que já é de costume e o peso das guitarras é de extrema violência, daquelas que machucam aos poucos e devagarinho vai te cortando aos pedaços. Paradoxo descomunal demais ouvir essa música num formato tão macabro! Coisa linda!
Sun Diamond – “Every Breath You Take” (The Police)
Bem feita, tocada, produzida e num andamento similar a original, com certo peso que mescla bem o Hard Rock ao Heavy Metal mais ‘ganchudo’ nos riffs. Confesso que não sou um grande fã da versão original, mas essa aqui eu gostei demais. Então, prefiro essa (risos).
Ego Absence – “Hold The Line” (Toto)
Sério achei que estava começando a trilha sonora do filme Frozen (risos), mas ainda bem que me enganei pois estamos diante de outro grande destaque Power Metal do tributo. Incrível o feeling que esses caras impõem aqui! As guitarras caminham junto com os (belíssimos) vocais de Raphael Dantas e na parte do refrão arrancam lágrimas (de novo!). Não ache que fica só nisso, pois a faixa é repleta de dinamismos mesmo acompanhando bem a originalidade do clássico! Palmas!
Tandra – “Owner Of A Lonely Hear” (Yes)
Causará estranheza? Sim! É ruim? Nunca! O Peso aqui é de deixar qualquer um de queixo caído! Folk Death Metal extremamente pesado que, me perdoem pela blasfêmia, pode pedir os direitos dessa faixa para eles, já que é 75% diferente da versão original e não comprometerá em nada os direitos da mesma (risos). Simplesmente um soco na cara, robusta, complexa, densa e vibrante. Adorei!
Chaosfear – “Could You Be Loved” (Bob Barley)
Reggae Metal! Só gênios conseguem essa proeza e os caras do Chaosfear conseguiram com os pés nas costas. Levada Pop, Reggae, Metal e Rock numa batida de compasso como um relógio ligada a um refrão bem acessível. Até a ‘página 12’, pois logo na sequência o bicho começa a pegar no peso, com direito a vocais urrados de Death Metal mesclados a partes mais intimidadoras que arrepiam a espinha dos pobres ouvintes. Seus riffs parecem brincar conosco de tal forma que nos faz apertar o ‘repeat’ várias vezes. Pura genialidade! Outro grande destaque do tributo!
Macumbazilla – “Start Me Up” (The Rolling Stones)
Se os Rolling Stones tomassem energético, tivessem bem menos idade e brincassem nas horas vagas de Luta Livre, seria o som do Macumbazilla. É um Rock agressivo de primeira linha que manteve a originalidade desse clássico impondo toda suas características com muito respeito, prudência e visceralidade. Excelente!
Terra Prima – “The One I Love” (R.E.M)
Nunca gostei de R.E.M, tentei inúmeras vezes, mas é um som tão insosso e brochante que eu jurei não tentar mais. Aqui temos, ainda bem, uma versão mais pesada e bem mais convincente – leia-se prazerosa. Com alguns backing vocals femininos aqui e ali, mas num todo é uma faixa que não agregou-me muito, mesmo não tendo defeitos. Banda competentíssima!
Lotus Negra – “Domino Dancing” (Pet Shop Boys)
Extremamente bem feita, cheia de teclados típicos, guitarras gêmeas, refrão intacto (não com muito impacto quanto eu esperava, mas ok), bem pesada, bateria como um trator, mas o interessante aqui é que as melodias originais foram preservadas brilhantemente. Se é para traçarmos uma equivalência seria algo como um Nevermore com Helloween. Realmente empolgante!
Rádio Ruído – “Eyes Without A Face” (Billy Idol)
Originalidade mantida, inclusive na tenacidade da voz bem parecida com a de Billy Idol em certos momentos, mas com uma batida totalmente eletrônica de extremo bom gosto. Com certeza é a versão menos metal de todo o tributo, mas não enxergue isso como algo negativo, pois vai falhar miseravelmente. Quem gosta desse tipo de som mais eletrônico, dançante e com direito até a mixagens durante a parte final do solo, vai adorar! Eu adorei! Genial!
Arcantis – “Rock You Like A Hurricane” (Scorpions)
Essa é jogar no time que está ganhando. Com um andamento um pouco mais rápido que a original, temos uma versão muito boa, mas os vocais chegam a irritar de tão altos e gritados! Imaginem um cruzamento entre uma versão feminina do vocalista do The Darkness com o Detonator (Massacration). Pois bem, é exatamente isso que me pareceu aqui. Bem longe de ser ruim, já que ela tem uma potência e um alcance incríveis, mas chega a doer os ouvidos em certas horas (risos). Gente, segurem essa mulher pelo amor de Deus, ela vai explodir (risos)! Brincadeiras à parte, ficou muito bom e bem fiel a original, com uma dose extra de peso que veio muito a calhar!
Eu duvido você, caro leitor, que leu até aqui tudo isso, principalmente os títulos das músicas escolhidas, não sentiu-se novamente um adolescente de 12 anos indo aos bailinhos (se você fala balada é de outra geração bem posterior, ok?). Duvido!!! Então, faça um favor a você, compre já ou se arrependerá para sempre!!!! Um salve aos 80’s e vários brindes a Secret Service Records, bem como todas as bandas do tributo!!!
Johnny Z.








